Sábado, 07 de Dezembro de 2019

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Notícias O gás natural ficará 6,1% mais caro para os clientes da companhia gaúcha Sulgás a partir desta terça-feira

A Liquigás é a segunda maior empresa do segmento. (Foto: Divulgação/Sulgás)

A chegada do mês de outubro, nesta terça-feira, traz consigo uma má notícia para boa parte dos consumidores gaúchos: o aumento de 6,1% no preço do GN (gás natural) para os clientes da Sulgás (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul). O índice será aplicado a todos os segmentos.

De acordo com o governo do Estado, o motivo é “a trajetória de alta do dólar em relação ao real, que impacta diretamente nos custos de aquisição do gás natural pela distribuidora”. O último reajuste havia ocorrido em novembro do ano passado.

A nova tabela de preços do gás natural deve ser publicada na manhã desta terça-feira no site da estatal. O endereço é www.sulgas.rs.gov.br.

Energia

Nessa segunda-feira, o Consórcio Chimarrão anunciou ao governador Eduardo Leite e ao secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos, que antecipará em quase dois anos o cronograma dos R$ 2,4 bilhões de investimentos em estruturas de transmissão de energia no Rio Grande do Sul.

Formado pela empresa de origem espanhola Cymi Construções e Participações e pelo Fundo de Investimentos Brasil Energia (Brookfield), o grupo arrematou em dezembro o lote nº 10 do leilão de transmissão realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que integrará o potencial eólico gaúcho. O conjunto de obras compreende 1,2 mil quilômetros de linhas de transmissão e duas novas subestações.

Dos cinco consórcios vencedores do leilão de linhas de transmissão programados para o Estado, o Chimarrão deverá ser o primeiro a dar início às obras (que devem empregar mais de 6 mil pessoas), previstas para os próximos meses. O prazo inicial era concluir os trabalhos até março de 2023, mas o grupo pretende colocar a estrutura em operação já em junho de 2021.

O Consórcio Chimarrão assinou um acordo com a Eletrosul para aproveitar o trabalho prévio feito por essa empresa quanto ao processo de licenciamento. Em janeiro, a Fepam repassou a transferência da licença ambiental para a construção do empreendimento.

Inicialmente, o lote fazia parte de um bloco maior de empreendimentos arrematados pela Eletrosul, em um leilão disputado em 2014. Contudo, a estatal não teve condições financeiras de ir adiante com as iniciativas, que acabaram sendo relicitadas.

Municípios abrangidos: Candiota, Pinheiro Machado, Piratini, Canguçu, Amaral Ferrador, Dom Feliciano, São Jerônimo, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Barão do Triunfo, Sertão Santana, Mariana Pimentel, Guaíba, Eldorado do Sul, Dois Irmãos, Ivoti, Lindolfo Collor, Capela de Santana, Montenegro, Portão, São Sebastião do Caí, Araricá, Gravataí, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Sapiranga, Charqueadas, Triunfo, Nova Santa Rita, Rio Grande, Capão do Leão, Pelotas, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Camaquã, Sentinela do Sul, Barão do Triunfo, Arroio dos Ratos, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Capão do Leão, Arroio Grande, Guaíba e Porto Alegre.

Eduardo Leite colocou a sua equipe à disposição dos empresários. “Essa decisão significa mais recursos na economia do Estado”, avaliou. “Projetos assim são de total relevância para tornar o RS um lugar mais competitivo e atrativo para investidores.”

“Estas são obras estratégicas para dar segurança energética e fomentar futuros investimentos em energia eólica para o Estado. Estamos nos reunindo com todas as empresas vencedoras do último leilão com o objetivo de dar celeridade aos projetos”, acrescentou o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos.

(Marcello Campos)

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