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O Google prestou uma homenagem aos 70 anos do gaúcho Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu apareceu no doodle do buscador. (Foto: Reprodução)

De tempos em tempos, em ocasiões especiais, o Google muda o seu logotipo no buscador para homenagear pessoas e eventos importantes – essa nova ilustração se chama Doodle. Nesta quarta-feira (12), o homenageado da vez é o escritor brasileiro Caio Fernando Abreu, que completaria 70 anos na data.

Ao entrar no buscador, o usuário encontrava o Doodle com uma ilustração representando Caio Fernando Abreu segurando um livro, e depois de alguns segundos verá um dragão colorido passando pela imagem – trata-se de uma referência ao seu livro “Os Dragões não conhecem o Paraíso”, publicado em 1988.

Caio Fernando Abreu nasceu em 1948 na cidade de Santiago, no Rio Grande do Sul, e faleceu em Porto Alegre em 1996. O escritor, que era abertamente gay, fala em suas obras sobre temas como angústias, medo, morte, amor e sexo. Hoje em dia, seus textos são amplamente difundidos entre jovens e publicados frequentemente em redes sociais.

Seu primeiro trabalho foi na redação da revista Veja, em 1968. No mesmo ano, passou a ser perseguido pela ditadura militar, buscou refúgio na casa da colega de profissão Hilda Hilst, e deixou o País em 1973. Morou na França, Inglaterra e Espanha e retornou em 1974.

Seu primeiro romance publicado foi Limite Branco, em 1970 — escrito três anos antes, quando Abreu tinha 19 anos. Sua literatura ganhou força com o formato de contos de característica melancólica e romântica, que tratam sobre amor, morte, medo, sexualidade e solidão, temas que lhe renderam o apelido de “escritor da paixão”, por Lygia Fagundes Telles.

Fazem parte desta produção de contos as obras Inventário do Ir-remediável (1970), O Ovo Apunhalado (1975), Pedras de Calcutá (1977), Morangos Mofados (1982), Os Dragões Não Conhecem o Paraíso (1988) e Ovelhas Negras (1995) — os dois últimos, juntamente com a novela O Triângulo das Águas, lhe renderam três prêmios Jabuti.

Difíceis de serem encontrados nas livrarias, os contos de Abreu foram reunidos em uma compilação lançada este ano pela editora Companhia das Letras. Batizada de Contos Completos, a obra possui todos os livros de contos citados acima, além de dez textos avulsos.

Caio Fernando Abreu morreu no dia 25 de fevereiro de 1996, aos 47 anos, em Porto Alegre, por complicações decorrentes do vírus HIV.

Exposição em Brasília

Neste aniversário em que Caio Fernando Abreu completaria 70 anos, as irmãs Márcia e Cláudia também prestam homenagem à contribuição literária e poética do escritor com a exposição “Doces memórias”, no Museu Nacional da República.

Parte dessa vivência, que não está nos livros, aparece na exposição “Doces memórias”. O acervo reúne cartas, versões originais de textos publicados, prêmios, manuscritos, móveis, fotos, áudios e até roupas.

Três conjuntos de cartas foram transformados em áudio com a narração do sobrinho do escritor, Luis Felipe Abreu, e de dois amigos de Caio Fernando, os atores Renato Campão e Débora Finocchiaro.

A visitação abre para o público nesta quinta (13) e segue em cartaz até dia 28 de setembro. A entrada é gratuita.

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