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O governador e prefeitos gaúchos se reuniram para discutir a falta de acessos asfálticos em 55 cidades do Interior do Estado

Pauta do encontro teve como foco os recursos de emendas parlamentares. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

O governador gaúcho Eduardo Leite recebeu em Porto Alegre, na tarde dessa segunda-feira, prefeitos e representantes da Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) para tratar da destinação de recursos de emendas parlamentares à pavimentação de rodovias de acesso a cidades do Interior do Estado. Ao todo, 55 cidades gaúchas ainda não contam com esse tipo de estrutura.

Ao receber o ofício assinado pela Famurs em conjunto com a Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios sem Acesso Asfáltico da Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo estadual reforçou a importância social e econômica das obras. Ele também reiterou o seu compromisso em sensibilizar os deputados federais a respeito dessa demanda.

“Não é uma questão do governador ou de algum partido em especial, é do Estado”, salientou durante o encontro, realizado no Caff (Centro Administrativo Fernando Ferrari), no bairro Praia de Belas. “Precisamos de acessos asfaltados para escoar melhor a produção, para atrair novos investimentos para o Rio Grande do Sul e levar desenvolvimento a municípios mais distantes.”

Ainda de acordo com Leite, os acessos asfálticos precisam ser uma agenda prioritária da gestão dos governantes gaúchos: “Eu acredito que os nossos parlamentares, assim como já fizeram em áreas como saúde e segurança, irão tomar a medida correta. Contem comigo para reforçar essa articulação”.

Pela manhã, o governador havia se reunido com o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, a fim de discutir do assunto e definir estratégias para destinação de recursos: “O Orçamento de 2020 prevê R$ 35 milhões do Estado para os acessos. É fundamental a sensibilização da bancada no Congresso Nacional e também na Assembleia Legislativa, que neste ano terão emendas, para que entendam a urgência a necessidade de superação desse tema, que há tantos anos nos persegue.”

Sindicatos

Também à tarde, os secretários que integram a mesa de negociação do governo com as entidades sindicais se reuniram no Caff com representantes da Fessergs (Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul). Na pauta, o pacote de medidas estruturais que o governo do Estado encaminhará à Assembleia Legislativa até o fim deste mês.

Foram apresentadas sugestões aos projetos que modificam as carreiras e que foram apresentadas pelo governador Eduardo Leite ao longo da semana passada para todo o segmento do funcionalismo. “Temos uma mesa de negociações permanente para que todas as propostas, tanto técnicas como jurídicas, sejam analisadas”, frisou o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian.

O governo prorrogou até a próxima sexta-feira o prazo para receber sugestões dos sindicatos. O prazo para envio dos projetos à Assembleia ainda está em estudo pelo governo, que recebe nesta semana as proposições das categorias.

As principais dúvidas dos servidores estão relacionadas com as questões ligadas à reforma da Previdência, cuja Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 6 tem sua votação final no Senado prevista para esta terça-feira. Integrantes do Movimento Unificado dos Servidores também participaram da rodada.

A mesa foi composta pelo procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o secretário-adjunto de Gestão da Seplag (Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão), Marcelo Alves, e o o assessor da Secretaria da Fazenda Édino José Alves.

(Marcello Campos)