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O governador Eduardo Leite visitou pela primeira vez a Cadeia Pública de Porto Alegre

Eduardo Leite (C) ouviu as demandas mais urgentes do complexo carcerário. (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Acompanhado de integrantes da cúpula do Executivo estadual, o governador gaúcho Eduardo Leite fez a sua primeira visita à Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central), na tarde dessa quinta-feira. O objetivo foi conhecer de perto a realidade da instituição carcerária fundada há 60 anos, bem como suas demandas mais urgentes.

Após percorrer as instalações do complexo (localizado no bairro Coronel Aparício Borges, Zona Leste da Capital), a comitiva assistiu a uma apresentação do diretor da cadeia, tenente-coronel Carlos Magno da Silva Vieira. Foram detalhadas informações sobre o funcionamento geral do local, contingente carcerário, apreensões realizadas e o trabalho da BM (Brigada Militar) no local.

Eduardo Leite solicitou aos secretários que seja agilizado o atendimento a demandas estruturais prioritárias, tais como melhorias nos sistemas elétricos e hidráulicas. Na parte final da visita, foram percorridos os novos anexos da Cadeia Pública, construídos a partir da permuta de um terreno do Estado com o Grupo Zaffari. O espaço pode abrigar mais de 600 presos.

“Temos o compromisso de enfrentar essa questão do sistema prisional, inclusive com a possibilidade de permutas de imóveis do Estado para construção de presídios, além de parcerias com a iniciativa privada”, destacou o governador tucano.

A comitiva contou com a participação do vice-governador e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, os titulares das pastas da Fazenda (Marco Aurelio Cardoso) e Planejamento (Leany Lemos), além do comandante-geral da BM, coronel Mário Ikeda, e do coronel Júlio Cesar Rocha Lopes, chefe da Casa Militar.

Seis décadas de história

Erguido em 1959, o Presídio Central de Porto Alegre teve a sua denominação alterada para “Cadeia Pública” em novembro de 2016, por meio de um decreto estadual. O complexo é formado por nove pavilhões (indicados pelas letras “A” até “J” – o “C” demolido em 2014), configurando o maior presídio do Estado.

A instituição já foi considerada uma das piores do País pela CPI do Sistema Carcerário (2008), por conta de seu péssimo estado de conservação e também da superlotação: são quase 5 mil detentos, para uma capacidade aproximada de 1,9 mil.

Em 2017, foi exibindo nos cinemas de todo o Brasil um documentário em longa-metragem intitulado “Central”. Dirigido por Tatiana Sager e Renato Dorneles (autor do livro “Falange Gaúcha”, que inspirou a produção), o filme de 87 minutos incluiu depoimentos de detentos, familiares, policiais e funcionários do complexo.

A repercussão foi ampla, ao mostrar aspectos como o cotidiano da Cadeia, as disputas internas entre facções criminosas e os impactos desse cenário fora das grades e muros do maior presídio gaúcho. Inclusive sobre a própria segurança pública.

(Marcello Campos)

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