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O governo do Rio Grande do Sul suspende a negociação com o Cpers enquanto a greve não for encerrada

Um grupo de professores fechou as entradas do prédio da Federasul. O objetivo foi pedir o apoio de parte do empresariado gaúcho. (Foto: Cpers/Divulgação)

O governo do Estado suspendeu qualquer negociação com o comando de greve do Cpers/Sindicato enquanto perdurar a paralisação. O diálogo com os professores será mantido por meio das CREs (Coordenadorias Regionais de Educação), como já vem ocorrendo. As afirmações estão em um documento remetido pelo governo ao Cpers na tarde dessa terça-feira.

“O compromisso de preservar o diálogo sobre a qualidade da educação está mantido, mas neste momento temos de retomar a normalidade das aulas”, afirma o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.

Ainda de acordo com o documento, a mesa de negociação para abordar os desafios da qualidade do ensino e valorização do magistério com o sindicato será reaberta quando as aulas forem restabelecidas em 100% das escolas.

“Em pouco mais de dois meses de paralisação, mantivemos sempre um diálogo franco. Expusemos com transparência a real situação financeira do Estado. Recebemos inúmeras vezes o comando de greve, tanto na Secretaria da Educação, quanto no Palácio Piratini”, diz trecho do ofício assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e pelo secretário Krummenauer.

O documento também elenca oito pontos em que o governo avançou nas reivindicações da categoria. “Não podemos mais assistir os nossos alunos serem prejudicados. Negociação pressupõe que cada parte ceda um pouco. O governo pede, mais uma vez, que as aulas sejam retomadas. Feito isso, reabriremos uma mesa de negociação para abordar os desafios da qualidade do ensino e a valorização do magistério, tendo o aluno como foco principal”, afirma Branco.

Também nessa terça-feira, um grupo de professores fechou as entradas do prédio da Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul), a entidade que representa o comércio. O objetivo foi pedir o apoio de parte do empresariado gaúcho.

Os professores pedem ajuda da federação para intermediar uma audiência com o governador José Ivo Sartori. Mais tarde, o grupo foi até a frente do Palácio Piratini, onde entregou a um funcionário da portaria um documento pedindo um encontro com o Executivo.

Em nota, a direção da Federasul disse que o sofrimento dos servidores públicos e as consequências para população têm sido discutidas pela entidade. A Federasul afirmou também que se solidariza com os professores que continuam dando aulas, e lastimou a postura dos manifestantes, de bloquearem as entradas do prédio.

“Repudiamos por completo as agressões do CPERS à classe produtiva que, tanto quanto toda a sociedade gaúcha, continua sobrecarregada por excesso de impostos, burocracia e falta de bons serviços públicos, como segurança, saúde e educação”, diz trecho da nota.

Rejeitada

Na última sexta-feira, os professores decidiram manter a greve após receberem uma contraproposta do governo durante uma reunião. O sindicato exigia que nenhum servidor em greve fosse punido, o que a Seduc já garantiu que não vai acontecer. Outro pedido da categoria era que fosse retirada a urgência de votação do projeto que trata da reestruturação do Instituto da Previdência Estadual na Assembleia Legislativa, também aceito pelo governo.

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