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O governo federal criou um gabinete para discutir planos de ação e evitar reflexos da crise do petróleo no País

"Tudo é analisado pela Secretaria Geral através da Secretaria de Assuntos Jurídicos", afirmou o porta-voz. (Foto: José Dias/PR)

O governo Jair Bolsonaro instalou no Ministério de Minas e Energia um gabinete de acompanhamento da crise gerada pelos ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita. Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, além de manter o presidente informado sobre a situação, o grupo discutirá e planos de ações para evitar que o Brasil sofra reflexos dos ataques. As informações são do jornal O Globo.

O governo instalou, no Ministério de Minas e Energia, um gabinete de acompanhamento da situação para manter o presidente Jair Bolsonaro informado e para a discussão de planos de ação para conter eventuais consequências e os seus reflexos que possam impactar o nosso país”, disse Rêgo Barros no início da noite desta terça-feira (17).

Petrobras resolve

O porta-voz reiterou a declaração do ministro da Economia Paulo Guedes que, mais cedo, após se reunir com Bolsonaro, disse que a Petrobras resolve sobre o petróleo.

Petróleo quem resolve é a Petrobras”, disse ao ser cercado por jornalistas no Ministério da Economia.

Na segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista à TV Record, que a Petrobras não vai mexer no preço dos combustíveis no país por conta dos ataques.

Conversei agora há pouco com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e, como é algo atípico, ele não deve mexer no preço do combustível”, disse o presidente.

Mais cedo, ao ser questionado sobre o assunto, o vice-presidente Hamilton Mourão, antes de ser encontrar com Bolsonaro no Palácio do Alvorada, disse que, “por enquanto” os preços são definidos pelo “pessoal da livre empresa”.

Também na segunda-feira, o Ministério da Economia já havia informado que sua equipe técnica está acompanhando os desdobramentos do ataque à refinaria de petróleo na Arábia Saudita e analisando seus impactos no mercado internacional e na economia doméstica. O barril de petróleo disparou no mercado internacional por conta do corte na produção.

Uma preocupação dos técnicos da pasta é com eventual repique na inflação, caso a Petrobras decida repassar a alta do preço do barril para o mercado doméstico. Essa fonte lembra, porém, que ainda é cedo para fazer uma análise profunda dos impactos dos ataques.

Nesta terça-feira, as cotações do petróleo do tipo Brent chegaram a cair 6% em Londres depois que a agência de notícias Reuters informou que a Arábia Saudita já estaria perto de restaurar 70% da produção perdida após o ataque do fim de semana.