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O governo gaúcho e a prefeitura de Porto Alegre prepararam uma programação alusiva ao centenário de nascimento do escultor Xico Stockinger

Cerimônia marcou o lançamento de um selo alusivo à efeméride. (Foto: Joel Vargas/PMPA)

Uma cerimônia marcou, na tarde dessa terça-feira, o lançamento de um selo alusivo ao centenário de nascimento do escultor Xico Stockinger, um dos maiores nomes da história das artes plásticas no Rio Grande do Sul. O evento ocorreu na Pinacoteca Aldo Locatelli, na sede da prefeitura de Porto Alegre.

Nascido em 7 de agosto de 1919 na Áustria, ele é considerado um dos principais escultores modernos do País. Também atuou como gravador, fotógrafo, chargista, artista gráfico, professor e gestor cultural. Emigrou para o Brasil em 1921, ainda era criança, e acabou se radicando na capital gaúcha em 1954, onde permaneceu até o fim da vida, em 12 de abril de 2009.

O elemento gráfico dos 100 anos foi desenvolvido pela Aeergs (Associação dos Escultores do Rio Grande do Sul), por solicitação do Ieavi (Instituto Estadual de Artes Visuais). Segundo a Secretaria de Estado da Cultura e a Secretaria de Cultura de Porto Alegre, uma programação conjunta entre as duas pastas reforçará as comemorações da efeméride, de agosto deste ano até agosto de 2020.

Em 2015, a Lei 14.129 instituiu o 7 de agosto como “Dia do Escultor”, em homenagem a Xico, cujo nome de batismo é Franz Alexander Stockinger.

Trajetória

Francisco Alexandre Stockinger foi escultor, gravador, desenhista, caricaturista, xilógrafo, professor. Em 1929, vivendo no Brasil havia oito anos, fixou-se em São Paulo e fez curso de desenho com Anita Malfatti (1889-1964) no Colégio Mackenzie. Em 1937, passou a viver no Rio de Janeiro, onde posteriormente iniciou estudos no Liceu de Artes e Ofícios.

Travou contato com o artista Bruno Giorgi (1905-1993) e frequentou o seu ateliê, no antigo hospício da Praia Vermelha, entre 1947 e 1950. Também conviveu com Oswaldo Goeldi (1895-961), Marcelo Grassmann (1925-2013) e Maria Leontina (1917-1984). Realizou caricaturas e charges políticas para jornais.

Em 1954, transferiu-se para Porto Alegre, a fim de trabalhar na diagramação do jornal “A Hora”. Nessa época, também começou a produzir xilogravuras. Naturalizado brasileiro em 1956, foi eleito presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, cargo que ocupou nos dois anos seguintes.

Foi fundador e primeiro diretor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre (1961) e diretor do Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli) e da Divisão de Artes do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação do Estado (1967). Ministrou cursos de escultura com modelo vivo com o colega Vasco Prado (1914-1998), no Margs em 1985.

Em 1994, recebeu o título de cidadão honorário de Porto Alegre e, em 1997, o prêmio do Ministério da Cultura na área de artes plásticas. Vítima de uma parada cardíaca, ele morreu dormindo em sua casa no bairro Cristal (Zona Sul), aos 89 anos de idade, na madrugada de 12 de abril de 2009.

(Marcello Campos)

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