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O governo quer uma postura mais discreta do diretor-geral da Polícia Federal, em meio às pressões pela sua saída

Entrevista de Segovia na semana passada gerou mal-estar no governo e entre os colegas. (Foto: Agência Brasil)

A equipe do presidente Michel Temer quer mais discrição por parte do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segovia, a fim de evitar que novas trapalhadas coloquem em risco o seu cargo ou mesmo outras instâncias do primeiro escalão da República. Não passa pelos planos de Temer tirá-lo do comando do órgão, mas assessores presidenciais consideram que ele não pode dar munição aos seus adversários, dentro e fora da corporação.

Na avaliação de interlocutores de Temer, Segovia exagerou ao assumir o papel de porta-voz de boas notícias para o Palácio do Planalto em retribuição à sua nomeação para o posto, mas falou apenas aquilo que já se comentava dentro da própria instituição. Não haveria, até agora, provas contra o presidente no inquérito que investiga possíveis benefícios concedidos à empresa Rodrimar pelo governo Temer. Por isso, a tendência seria de arquivamento.

Como comandante da PF, no entanto, ele acabou “escorregando”, de acordo com auxiliares presidenciais, ao antecipar o que poderia ser o resultado de um inquérito do próprio órgão. Isso, na visão do governo, fará com que o inquérito, possivelmente, tenha mais “desdobramentos” antes de ter uma conclusão.

Intimação

Agora, o governo espera que o caso esfrie principalmente depois da próxima segunda-feira, dia em que está marcada a audiência entre Fernando Segovia e o ministro Luiz Roberto Barroso, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal). Até lá, a ordem é conter as pressões pela saída do diretor da PF.

Em reunião marcada (na verdade, intimada) para as 17h, ele responderá aos questionamentos sobre a entrevista à agência de notícias Reuters na qual o número-um da PF indicou a tendência de arquivamento das investigações contra Temer sobre o Decreto dos Portos. Barroso é relator do inquérito, em tramitação na Corte.

Na intimação feita em pleno plantão de sábado, Barroso ainda pediu que o Ministério Público Federal, como órgão de controle externo das atividades policiais, também tome as providências “que entender cabíveis”.

“Tendo em vista que tal conduta, se confirmada, é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal, determino a intimação do Senhor Diretor da Polícia Federal, delegado Fernando Segovia, para que confirme as declarações que foram publicadas, preste os esclarecimentos que lhe pareçam próprios e se abstenha de novas manifestações a respeito”, frisou o despacho de Barroso.

Por meio de nota, Segovia argumentou na última semana que “em momento algum disse à imprensa que o inquérito será arquivado”. “Afirmei inclusive que o inquérito é conduzido pela equipe de policiais do GInqE com toda autonomia e isenção, sem interferência da Direção Geral”, afirmou o diretor-geral da PF.

 

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