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O governo Sartori adiou a venda de ações do Banrisul na Bolsa de Valores

Venda das ações no valor atual não seria vantajoso para o Estado. (Foto: Banco de Dados)

O Banrisul anunciou nessa quarta-feira que seu controlador, o governo gaúcho, decidiu adiar a oferta de ações da instituição financeira citando as atuais condições do mercado.

A operação envolveria a venda de cerca de 49% do capital votante do Banrisul. O anúncio da operação ocorreu em 4 de outubro e decepcionou o mercado, que aguardava uma potencial privatização do banco diante da grave crise financeira enfrentada pelo Rio Grande do Sul.

 O adiamento ocorreu apesar do índice acionário acumular uma valorização de cerca de 20% no ano até a véspera. “A intenção de realização da oferta permanece em andamento e continuarão sendo observadas… as condições dos mercados financeiro e de capitais para decisão final sobre a realização da oferta”, afirmou o Banrisul em comunicado ao mercado.

O Rio Grande do Sul possui atualmente cerca de 204,2 milhões de ações ordinárias do Banrisul, representando 99,58 por cento do capital votante, e 28,8 milhões de papeis preferenciais, representativos de 14,2 por cento do total.

A discussão sobre a venda das ações acontece juntamente com as tratativas para a adesão do estado no Regime de Recuperação Fiscal, que prevê uma série de medidas de reajuste econômico. Se aprovado, o governo poderá ficar até três anos sem pagar as parcelas da dívida com a União, além de ter acesso a um novo financiamento.

Lucro líquido

O Banrisul alcançou lucro líquido de R$ 536,7 milhões em nove meses de 2017. O resultado recorrente, que exclui as despesas do Plano de Aposentadoria Voluntária e os efeitos fiscais, totalizou R$ 587,9 milhões, 18,9% acima do apurado no mesmo período de 2016. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio foi de 12,1%.

O desempenho em noves meses de 2017, frente ao mesmo período do ano anterior, reflete o menor fluxo de despesas de provisão para crédito; a estabilidade da margem financeira; o crescimento, ainda que moderado, das receitas de tarifas e serviços e a elevação das despesas administrativas – estas, decorrentes do custo variável representado pelo volume de operações da rede de adquirência e da produção de crédito consignado através da promotora de vendas, não constituindo custo fixo, estando relacionadas ao incremento de negócios.

O patrimônio líquido atingiu R$ 6,7 bilhões em setembro de 2017, expansão de R$ 259,0 milhões ou 4,0% em um ano. Os ativos totais apresentaram saldo de R$ 71,3 bilhões em setembro deste ano, crescimento de 5,1% em relação a setembro de 2016, ampliação proveniente, especialmente, do aumento dos depósitos.

Em setembro de 2017, o total de recursos captados e administrados registrou saldo de R$ 60,7 bilhões. Os depósitos totais alcançaram R$ 45,4 bilhões no período, com incremento de 11,2% ou R$ 4,6 bilhões em 12 meses.

O saldo das operações de crédito do Banrisul totalizou R$ 30,5 bilhões em setembro de 2017, com expansão de 1,1% ou R$ 345,3 milhões nos 12 meses. A carteira de crédito comercial às pessoas físicas, refletindo a estratégia de negócios do Banrisul, apresentou crescimento de R$ 2,5 bilhões ou 18,9% nos 12 meses, alcançando saldo de R$ 15,5 bilhões em setembro de 2017. A evolução foi impactada, especialmente, pelo aumento do crédito consignado.

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