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O Ibama terá que informar ao Ministério Público Federal o que foi feito para proteger a Amazônia

Queimadas e incêndios no Pará. (Foto: Ascom/Seel/Fotos Públicas)

A 4CCR/MPF (Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal) enviou nesta quinta-feira (22) ao Ibama, ao MMA (Ministério do Meio Ambiente) e ao ICMBio um ofício requisitando informações sobre o que os órgãos realizaram para a prevenção de desmatamentos e incêndios na Amazônia Legal. A CCR pede o demonstrativo do planejamento das ações de fiscalização para 2019, com o seu percentual de execução. O prazo para resposta é de 10 dias úteis, no caso do MMA, e cinco dias úteis, no caso do Ibama e ICMBio.

O setor do MPF expediu também ofício ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), pedindo cópia digitalizada de todas as imagens das queimadas na Amazônia detectadas em 2019, mês a mês. Além disso, solicitou informações à Força Nacional sobre a existência ou não de pedido de apoio formulado pelos Estados, pelo MMA ou pelo Ibama para conter a crise na Amazônia. As informações serão analisadas e irão subsidiar a atuação do MPF em relação ao aumento no número queimadas na região amazônica.

Queimadas crescem 70%

Os focos de queimadas cresceram 70% este ano (até o dia 18 de agosto) na comparação com o mesmo período de 2018. Ao todo, o Brasil registrou 66,9 mil pontos, segundo a medição do Programa Queimadas do Inpe. Os dados apontam que as queimadas atingiram maior índice desde 2013 –primeiro ano em que há dados informados de período similar.

Os dados apontam que as queimadas atingiram maior índice desde 2013 –primeiro ano em que há dados informados de período similar. Segundo os números do Inpe, o bioma mais afetado é o da Amazônia, com 51,9% dos casos.

O cerrado vem em seguida com 30,7% dos focos registrados no ano. Em números absolutos, Mato Grosso é o Estado líder com 13.109 focos de queimada, seguido pelo Pará, com 7.975. Corumbá (MS) é o município campeão em focos: 1.911.

Segundo especialistas e entidades ambientais, o aumento das queimadas está ligado ao crescimento do desmatamento.

O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, disse que ONGs (Organizações Não Governamentais) seriam as maiores suspeitas.

Ministro falta a evento após vaia

Um dia após ser vaiado em participação na Semana Latino-Americana sobre Mudança do Clima, organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Salvador, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não compareceu ao evento nesta quinta, quando era aguardado em uma das mesas. Na tarde de ontem, horas depois do episódio em que Salles fora hostilizado, a organização da conferência divulgou que o ministro seria um dos convidados do painel “Governo do Brasil”.

A poucos minutos do início da apresentação, prevista para as 10h, a organização do evento, contudo, não deu explicações sobre a ausência do ministro.

A reportagem procurou a assessoria do Ministério por telefone e e-mail para saber o motivo da ausência, mas não obteve retorno. Em caso de uma eventual resposta, o texto será atualizado. Antes de deixar a capital baiana, Salles disse que visitaria áreas atingidas por queimadas em Mato Grosso na tarde de quarta. Ele, porém, não disse se a mudança na agenda comprometeria sua participação na conferência sobre o clima.

Maia também era esperado Além do ministro do Meio Ambiente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também era esperado na capital baiana, mas não compareceu. Ele era um dos convidados da plenária “Segmento ministerial: rumo à COP-25 e esforços para alcançar as metas do Acordo de Paris”, às 9h de quinta, sob condução do diretor sênior de Política e Programa de Mudanças Climáticas da ONU, Martin Frick.

O prefeito ACM Neto, que chegou a anunciar a presença do deputado na véspera, disse que o correligionário precisou cancelar sua vinda ao encontro, mas não deu detalhes. A assessoria de Maia informou que houve “incompatibilidade na agenda”.

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