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O IGP-10 desacelerou em fevereiro

Dados foram divulgados pela FGV. (Foto: Reprodução)

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) subiu 0,23% em fevereiro, taxa inferior à de 0,79% registrada em janeiro. Em fevereiro do ano passado, a variação havia sido de 0,14%. A taxa acumulada em 2018, até fevereiro, é de 1,02%. Em 12 meses, o IGP-10 acumula queda de 0,42%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,09% em fevereiro, uma desaceleração expressiva em relação à taxa de 1,06% registrada no mês anterior. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais recuaram 0,46% em fevereiro após subirem 0,74% em janeiro.

A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,63% para -2,12% no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou -0,43% em fevereiro. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,38%.

O índice do grupo Bens Intermediários variou 1,06%, contra 0,68%, no mês anterior. A principal contribuição para o avanço da taxa partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa subiu de 0,24% para 2,09%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou alta de 0,90%. No mês anterior, este índice havia sido de 0,75%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou -0,40%. Em janeiro, a taxa havia subido 1,95%. Contribuíram para a desaceleração do grupo entre janeiro e fevereiro os seguintes itens: minério de ferro (de 8,53% para 1,40%), bovinos (2,59% para -1,44%) e aves (1,81% para -5,22%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens mandioca (aipim) (0,58% para 7,19%), suínos (-6,65% para -0,87%)e laranja (-2,15% para 0,19%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,57% em fevereiro. Em janeiro, a alta havia sido de 0,36%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram alta em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,65% para 2,01%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item cursos formais, que subiu 3,93% contra 1,79%, no mês anterior.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,85% para 1,27%), Alimentação (0,66% para 0,78%), Vestuário (-0,27% para 0,20%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,41% para 0,50%). As maiores influências observadas para a aceleração de preços nestas classes de despesa foram dos itens tarifa de ônibus urbano (0,59% para 1,88%), hortaliças e legumes (5,78% para 11,56%), roupas (-0,50% para 0,14%) e médico, dentista e outros (0,87% para 0,91%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,23% para -0,36%), Comunicação (0,20% para 0,10%) e Despesas Diversas (0,19% para 0,16%). Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados para os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,46% para -3,08%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,71% para 0,19%) e alimentos para animais domésticos (2,50% para -0,10%), respectivamente.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,32%, em fevereiro, contra 0,08%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,71%. No mês anterior, a taxa foi de 0,16%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação entre janeiro e fevereiro. No mês anterior, o índice havia variado 0,02%.

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