Domingo, 08 de Dezembro de 2019

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Armando Burd O império usa argumento equivocado para se defender

Donald Trump e Jair Bolsonaro na fase de aproximação e entendimento. (Foto: Alan Santos/PR)

Conhecido o resultado das urnas, Donald Trump saudou, recebeu, homenageou e abriu as portas dos Estados Unidos a Jair Bolsonaro. Ontem, mostrou as garras e acusou, em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem maciçamente suas moedas.

A interpretação é equivocada e demonstra que não conhece a lei da oferta e da procura. Trump confirma a frase: “Os países não têm amigos, têm interesses.” O autor foi John Foster Dulles, secretário de Estado norte-americano de 1952 a 1959.

Memória

Em 1952, o debate corria solto em sessão da Assembleia Legislativa. Na tribuna, um deputado atribuiu a alta dos preços na região metropolitana de Porto Alegre à lei da oferta e da procura. Sem pensar mais do que um segundo, outro deputado ofereceu a solução: “Então, revogue-se a lei da oferta e da procura”. Um colega irônico ao lado emendou: “Não diga besteira. Essa lei é do presidente Getúlio Vargas.” A cena se encerrou com a sentença: “Ah, bom, se é do Doutor Getúlio, retiro o que disse.”

Dão ordens e não pedem licença

A regra dos governos norte-americanos é aumentar a produção, derrubar as cotações e bater os concorrentes externos, quando querem. Mantêm ainda os cofres do Tesouro Nacional à disposição para qualquer subsídio necessário.

Compara-se à situação dos que lutam na água. Só que alguns têm coletes salva-vidas e outros não.

Momento da maquiagem

Foi desencadeada no Palácio Piratini, ontem à tarde, a operação para amenizar o projeto que altera o plano de carreira do magistério. Houve reuniões com técnicos e consultas a deputados estaduais da base aliada, que hoje conhecerão em detalhes as conclusões.

Distantes

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não precisaria vir ontem a Porto Alegre para acompanhar a decisão: ninguém imaginou que a bancada estadual do PDT concordaria com uma palavra ou vírgula do projeto do governo sobre o magistério.

A conta não fecha

Os serviços públicos são mantidos com impostos pagos e gerados pela sociedade que trabalha, consome, emprega, produz, transporta, sofre prejuízos, danos, perdas e corre riscos. Quanto ao retorno em serviços…

Mantém-se ou desce

Suspense no mercado financeiro: o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reunirá na próxima terça-feira para decidir sobre o rumo da taxa básica de juros.

Vai às alturas

O placar eletrônico jurometro.com.br se aproxima de 500 bilhões de reais. Dinheiro dos impostos que o governo federal usa desde 1º de janeiro deste ano para rolar sua imensa dívida.

Algo mais para fazer

Prefeitos e vereadores de centenas de municípios, que não se autossustentam, encontram-se hoje em Brasília para protestar contra o projeto que pretende extingui-los. Querem continuar dependendo de esmolas de estados e da União para sobreviver. Deveriam incluir na pauta o exame e a localização de medidas para tirá-los da penúria. Porém, isso exige criatividade e dá trabalho…

Gostam de voar

A Câmara dos Deputados analisou ontem o projeto de lei que torna obrigatória a instalação de câmeras de vídeo para monitoramento das áreas externas e internas nas escolas públicas em todo o território nacional. É claro que reforçaria a segurança de alunos e professores. Como sempre, não identificaram a origem do dinheiro para concretizar as medidas. Milhares de escolas não têm salas de aula em boas condições, sanitários, material didático e alimentação.

Retrato do casuísmo

Tradição dos legislativos no país: votam sempre contra a quebra de privilégios, quase nunca para evitar o aumento de impostos.

Ensinamento à disposição

Thomas Jefferson foi o principal autor da declaração de independência e terceiro presidente dos Estados Unidos. Resumiu numa frase o segredo da gestão pública: “A arte de governar consiste na arte de ser honesto.”

 

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