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O índice que reajusta a aposentadoria de quem ganha acima do salário mínimo fica em 3,43% em 2018

O aumento será menor que o do salário mínimo em 2019, que teve reajuste de 4,61%. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado como referência para o reajuste dos benefícios previdenciários, ficou em 3,43% em 2018, segundo divulgou nesta sexta-feira (11) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2017, ficou em 2,07%. A portaria que oficializa o reajuste dos benefícios para 2019 ainda precisa ser publicada no DOU (Diário Oficial da União) pelo governo federal.

Historicamente, o reajuste para aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios com valor acima de um salário mínimo tem sido exatamente a variação do INPC do ano respectivamente anterior. Confirmado o reajuste de 3,43% para os benefícios, o aumento será menor que o do salário mínimo em 2019, que teve reajuste de 4,61% e passou de R$ 954 para R$ 998 no dia 1º de janeiro.

Em 2018 e 2017, o reajuste para os aposentados e pensionistas foi superior ao aumento do salário mínimo, após uma sequência de 19 anos de percentuais inferiores. Se o reajuste for aplicado aos benefícios, o teto da Previdência Social deverá subir para R$ 5.839,45, ante R$ 5.645,80 em 2018.

Entenda o INPC

O INPC é usado como índice de reajuste desde 2003. Até 2006 não havia um índice oficial. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Já o IPCA, considerado a inflação oficial do País, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange 10 regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

 

Já o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%. Em 2017, o índice ficou em 2,95%.

O resultado veio dentro do esperado pelo mercado e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central, ficando dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que era entre 3% e 6%. A previsão dos analistas era de uma inflação de 3,69%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Segundo o IBGE, a inflação de 2018 foi pressionada principalmente pelos preços dos produtos e serviços de habitação, transportes e alimentos. Juntos, estes três grupos foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

Individualmente, o preço do plano de saúde foi o item de maior impacto na inflação do ano, segundo o IBGE. Com alta acumulada de 11,17%, os planos de saúde responderam por 0,44 ponto percentual (p.p.) do índice geral de 2018, de acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

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