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Japão faz história e coleta amostras subterrâneas de asteroide

O segundo pouso da sonda Hayabusa2 proporcionou imagens incríveis e a coleta de amostras que devem chegar à Terra no ano que vem. (Foto: Jaxa/Divulgação)

A sonda japonesa Hayabusa2 fez um segundo pouso precisamente planejado em um asteroide chamado Ryugu na semana passada. Não só tudo correu como esperado, como agora os pesquisadores têm as melhores fotos já feitas da superfície de um asteroide. A tentativa, por si só, é uma conquista emocionante, mas não saberemos ao certo se a sonda coletou amostras com sucesso até retornar no próximo ano.

“A partir dos dados enviados da Hayabusa2, foi confirmado que a sequência de aterrissagem, incluindo a descarga de um projétil para amostragem, foi concluída com sucesso”, anunciou a Jaxa (Agência de Exploração Aeroespacial do Japão) em um comunicado divulgado.

Esta é a segunda vez que a Hayabusa2 visitou a superfície de Ryugu – um asteroide de 870 metros de largura localizado a 300 milhões de quilômetros do nosso planeta. O primeiro pouso aconteceu em fevereiro passado, durante o qual a sonda disparou um projétil sobre a superfície de Ryugu, que levantou o material e tornou a coleta de uma amostra mais fácil.

Agora, a segunda visita tentou coletar elementos da subsuperfície, o que nunca havia sido feito antes. Em abril, a sonda disparou um “impactor”, espécie de bala de cobre, na superfície de Ryugu, que produziu uma cratera artificial cercada por material subterrâneo. Este é precioso para os cientistas, pois é protegido contra os efeitos do intemperismo do espaço, incluindo os efeitos dos raios cósmicos e das partículas carregadas que saem do sol. Estas amostras podem lançar uma nova luz sobre as origens do sistema solar e como ele era há bilhões de anos.

Esta missão foi a última grande operação a ser realizada pela Hayabusa2, antes de sua jornada de volta à Terra. A sonda deve retornar no final do próximo ano com suas amostras. Foi dito pela agência que os cilindros de amostra serão depositados na atmosfera da Terra para reentrada, mas a sonda em si permanecerá no espaço. Consequentemente, a Jaxa está contemplando uma missão estendida, na qual a Hayabusa2 poderia ser despachada para visitar outro asteroide.

Robô da Nasa

A sonda Curiosity ganhou as telas do mundo todo, como um grande feito da tecnologia, capaz de explorar uma pequena área da superfície de Marte. Porém, a Curiosity tinha muitas limitações. Por se tratar de uma sonda do tipo rover – que se movimenta a partir de quatro rodas – ela apenas pôde se deslocar em terrenos relativamente planos.

Já outra sonda, a Lemur, foi desenhada justamente para escalar rochas e se deslocar em superfícies irregulares. Lemur significa Limbed Excursion Mechanical Utility Robot. O nome comprido pode ser traduzido livremente para português como Robô Utilitário de Membros Mecânicos para Exploração. O Lemur é pequeno, mas poderoso.

Dotado de inteligência artificial, ele é capaz de escolher sozinho qual o melhor caminho para atingir seu objetivo. E, se houver uma parede rochosa no meio do trajeto, não tem problema. Nos testes completados essa semana no Vale da Morte – que fica no meio do deserto de Mojave, no noroeste dos Estados Unidos – o Lemur exercitou suas capacidades. Cada um de seus dedos tem centenas de pequenos ganchos, parecidos com anzóis de pesca, que garantem a pegada do autômato às superfícies, mesmo que elas sejam super inclinadas.