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O jogo do Inter contra Londrina será um duelo entre a defesa menos vazada e o melhor ataque da Série B

Dupla formada por Klaus (ao fundo) e Victor Cuesta (D) "ajeitou" o setor. (Foto: Ricardo Duarte/Internacional)

Na tarde deste sábado, o reencontro da torcida colorada com o seu time no estádio Beira-Rio, pela vigésima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro – que abre a participação do clube gaúcho no returno da competição – terá um ingrediente-extra. De um lado, o Inter com a defesa menos vazada do certame. No outro, o Londrina-PR com o ataque mais eficiente.

Desde a partida de abertura do primeiro turno, contra o próprio time paranaense (vencido por 3 a 0 pela equipe gaúcha, ainda sob o comando de Antônio Carlos Zago), no dia 13 de maio, o Colorado passou por uma crise técnica devido à campanha irregular, mas se recuperou na reta final, chegando à vice-liderança com 33 pontos, marcando 25 gols e sofrendo 13 – saldo de 12 gols e aproveitamento de 59,7%. Nos últimos três confrontos, a rede sequer chegou a ser estufada. Analistas atribuem boa parte desse desempenho à dupla de zaga com Klaus e Victor Cuesta, que “ajeitou” o setor.

Já o Londrina, décimo-primeiro colocado com 27 pontos, chegará a Porto Alegre com a credencial de dono do melhor ataque da Segunda Divisão. Foram 28 gols a favor e 23 contra – diferença positiva de cinco gols e média de desempenho de 47,4% nas 19 rodadas da primeira fase, nas quais emplacou sete vitórias, seis empates e seis derrotas, contra nove triunfos, seis placares igualados e quatro tropeços do Inter.

Ciente desse equilíbrio de forças (ao menos na teoria) entre os diferentes setores das duas equipes, o técnico colorado Guto Ferreira quer atenção redobrada por parte de seus jogadores. Desde o início da semana, a rotina no centro de treinamentos do Parque Gigante tem sido de atividade intensa – até esta sexta-feira, serão cinco manhãs de preparativos físicos, técnicos e táticos.

O trabalho dessa quinta-feira foi aproveitado pela comissão técnica para ajustar o posicionamento dos atletas e aprimorar jogadas, muitas delas com foco no aspecto defensivo e na pressão sobre a saída de bola adversária. Apesar de contar com praticamente todo o grupo à disposição, Guto tem sinalizado que apostará as suas fichas na mesma escalação básica que atuou na vitória de 2 a 0 sobre o Guarani-SP, na rodada anterior.

Assim, a torcida colorada deverá em campo Danilo Fernandes, Cláudio Winck, Klaus, Victor Cuesta, Uendel, Rodrigo Dourado, Edenilson, Eduardo Sasha (Camilo), D’Alessandro, William Pottker e Leandro Damião ou Nico López. Com eles, a postura de cautela mesmo jogando em casa. “O adversário tem muita qualidade e esse melhor ataque não é por acaso”, ressaltou em entrevista coletiva o goleiro Danilo Fernandes, um dos líderes do plantel. “Estamos trabalhando para não cometer vacilos, pois eles só precisam de uma bola para fazer o gol.”

Faturamento

Em dezembro do ano passado, quando o Inter foi rebaixado, muitos foram os alertas para o risco de perda de receitas pelo clube. A projeção pessimista, no entanto, parece não ter afetado o clube em termos de faturamento, ao menos nos moldes do que se imaginava para uma instituição esportiva que ingressava no “inferno astral” do pior período de seus 108 anos de história.

Um dos indicativos é a média de público no Beira-Rio. Se o Colorado ainda está aquém do índice registrado do ano passado na Série A, quando ficou em terceiro lugar nesse quesito, com 25,4 mil torcedores por jogo, agora lidera o ranking da Segundona, com 19,4 mil – contingente que representa o dobro do registrado pelo Ceará (11,7 mil) e mais do que o triplo do Santa Cruz-PE (5,2 mil).

Junto ao mercado, tudo indica que o prestígio também não sofreu arranhões consideráveis. Segundo fontes internas, nos próximos dias o clube deve anunciar a empresa que veiculará a sua marca nas mangas da camisa oficial (espaço vago desde o primeiro semestre de 2016, quando a Tramontina encerrou o contrato de patrocínio). Haveria, ainda, um outro candidato a parceiro, decidido a ocupar a faixa das costas da mesma peça do uniforme.

O novo fardamento, aliás, é um capítulo inusitado na trajetória colorada. No início de julho, ao ser apresentada oficialmente pela Nike, o desenho frontal das versões vermelha (titular) e branca (reserva) foi criticado por muitos torcedores por ostentar de lado a lado uma discreta faixa horizontal supostamente parecida com as marcas deixadas pela roda de um trator.

A rejeição inicial, porém, não impediu o sucesso da nova versão. Conforme a vice-presidência de Marketing do Inter, em apenas três semanas o primeiro lote evaporou das lojas. O resultado foi uma encomenda que deve quadriplicar o número de camisetas vendidas, em relação ao desempenho de 2016.

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