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O juiz federal Marcelo Bretas condenou o empresário Fernando Cavendish e outras 14 pessoas na operação derivada da Lava-Jato no Rio

Juiz Marcelo Bretas: recado para candidato ficha suja. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O juiz federal Marcelo Bretas condenou 15 pessoas, entre elas Fernando Cavendish, da Delta Engenharia, e o contraventor Carlinhos Cachoeira, e o doleiro e delator Adir Assad, por lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito de supostos desvios de R$ 370 milhões de contratos com o governo estadual do Rio na gestão Sérgio Cabral (MDB). A denúncia foi oferecida no âmbito da Operação Saqueador, desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio.

Cavendish foi sentenciado a 4 anos, 2 meses e 10 dias. Cachoeira e Adir Assad pegaram 9 anos e 6 meses – segundo o magistrado, eles integravam o núcleo financeiro da suposta organização criminosa.

Segundo a denúncia, “para desviar aproximadamente 370 milhões de reais dos cofres públicos à época dos fatos, a DELTA utilizou 18 empresas de fachada e firmou diversos contratos fraudulentos, que não apresentaram qualquer causa econômica ou ligação direta com as obras efetivadas”.

O magistrado atribui a Cavendish o papel de “principal idealizador dos esquemas ilícitos perscrutados” e “beneficiário das práticas de lavagem de dinheiro imputadas”.

Denúncia

Segundo a denúncia, o inquérito da Saqueador foi instaurado a partir de desdobramentos das Operações Vegas e Monte Carlo. Nessas operações foram investigados os esquemas de direcionamento de emendas orçamentárias ao município de Seropédica (RJ), a manipulação de convênios e as fraudes às licitações, segundo destacam os investigadores.

Na operação Monte Carlo foi identificado que grande parte dos valores depositados nas empresas de Carlinhos Cachoeira era proveniente da empresa Delta Construções S.A. “Esses valores eram na verdade dinheiro público desviado para pagamento de propina a agentes públicos”, sustenta o Ministério Público Federal.

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