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O juiz Sérgio Moro adverte Lula a não usar a palavra “querida” ao responder as perguntas da procuradora

Lula deixa perguntas sem respostas em depoimento a Moro. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi advertido pelo juiz Sérgio Moro para não usar o tratamento de “querida” enquanto respondia às indagações da procuradora Isabel Groba Vieira, que acompanhava o interrogatório. Depois da reclamação feita pela própria procuradora, Moro disse ter esquecido de avisar ao ex-presidente que ele deveria usar o tratamento protocolar no instante em que se dirigia às autoridades.

Lula foi ouvido nesta quarta-feira (13) por duas horas no processo que investiga a suposta compra de um terreno para instalação da futura sede do Instituto Lula e também sobre o apartamento usado por ele em São Bernardo do Campo.

O termo “querida” acabou por cunhar uma série de provocações contra a presidenta Dilma Rousseff, depois de um telefonema em que a então presidenta avisava o petista sobre sua possível nomeação como ministro. Ao final da ligação, Lula se despediu com um “tchau, querida”. O bordão foi exaustivamente usado pela oposição durante o processo de impeachment contra Dilma.

O ex-presidente voltou a negar todas acusações contra ele, e ainda se recusou a responder alguns questionamentos. A Moro, o ex-presidente afirmou que o ex-ministro Antonio Palocci mentiu em seu depoimento ao juiz, quando relatou ter discutido com ele sobre o prédio adquirido pela Odebrecht destinado a ser sede do Instituto Lula. O ex-presidente disse ter dado uma ordem no governo e em sua casa para que ninguém falasse com ele sobre o Instituto Lula e seu futuro político antes de 31 de dezembro de 2010, quando deixaria o cargo.

“Só quero dizer que há uma caça às bruxas e, então, eu fiquei muito preocupado com a delação do Palocci porque ele poderia ter falado eu fiz isso ou aquilo de errado. Ele espertamente disse ‘não é que sou santo’ e pau no Lula. ‘Não é que eu sou santo’ é um jeito de você conquistar veracidade na sua frase. Eu fiquei com pena disso”, afirmou Lula.

A duração de apenas duas horas do depoimento do ex-presidente pegou os petistas de surpresa e obrigou os dirigentes partidários a mudar o planejamento. Inicialmente Lula sairia da sede da Justiça Federal e iria diretamente para Praça Generoso Marques, no centro da capital paranaense, para um ato político. O problema é que, por volta das 16h30m, o local estava vazio.

Por causa disso, os petistas recomendaram que Lula fosse descansar e tomar um banho antes de falar aos seus simpatizantes. Quando soube do final do depoimento, Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula na Presidência, fez contatos telefônicos para conseguir um hotel para o ex-presidente descansar.

No momento em que acabou o depoimento, os dirigentes petistas, entre eles a presidente, senadora Gleisi Hoffmann, ainda almoçavam. Os militantes do MST, que fizeram um corredor humano para receber Lula na sua chegada para depor na Justiça, também estavam comendo. A expectativa é que o ex-presidente chegue à praça por volta das 18h.  (O Globo)

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