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O juiz Sérgio Moro pode sentenciar Lula na reta final das eleições presidenciais

Duas testemunhas de Lula ainda deverão ser ouvidas, entre elas o ex-ministro da Cultura de Lula Gilberto Gil. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O processo em que Lula é investigado por reformas no sítio de Atibaia (SP) realizadas por empreiteiras pode ser finalizado pelo juiz Sérgio Moro em outubro, na reta final das eleições presidenciais.

Pelo calendário, duas testemunhas de defesa do petista ainda devem depor: Dilma Rousseff e o cantor Gilberto Gil. Lula vai ser ouvido no dia 11 de setembro, data já agendada e divulgada por Moro.

Depois disso, o juiz abre prazo para as alegações finais de acusação e defesa. Se não houver diligências adicionais, ele dá a sentença em outubro –o primeiro turno do pleito será no dia 7 e o segundo, no dia 28.

Os depoimentos mais bombásticos do processo foram marcados para o fim de agosto e o começo de setembro. Emílio e Marcelo Odebrecht vão depor no dia 29 de agosto. Leo Pinheiro, no dia 3 de setembro. O advogado Roberto Teixeira e o dono do sítio, Fernando Bittar, no dia 5.

Definição

Apesar da apreensão provocada pelo calendário eleitoral, o PT decidiu manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 15 de agosto, enterrando publicamente, ao menos até lá, as discussões sobre quem disputará pelo partido, de fato, a Presidência da República.

Em reunião da executiva nacional da legenda, a cúpula do petista decidiu fazer uma mobilização neste dia para registrar a candidatura de Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril.

Ao final do encontro, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, leu uma carta em que o ex-presidente critica o que chamou de “manobras” do Judiciário.

“Já não há razões para acreditar que terei Justiça”, disse Lula no texto em que diz ver o comportamento de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) repetir o que se passou no julgamento do juiz federal Sérgio Moro e no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Na carta, Lula cita nominalmente o ministro Edson Fachin, do STF. O ex-presidente contesta decisão do magistrado de retirar da Segunda Turma do Tribunal e remeter para o plenário o julgamento de habeas corpus apresentado por sua defesa.

Lula também reclamou também que “no apagar das luzes da sexta-feira, 22 de junho, poucos minutos depois de ter sido publicada a decisão do TRF-4 que negou seguimento ao meu recurso (o que ocorreu às 19h05min), como se estivesse armada uma tocaia, a medida cautelar foi dada por prejudicada e o processo extinto, artifício que, mais uma vez, evitou que o meu caso fosse julgado pelo órgão judicial competente (decisão divulgada às 19h40min)”.

O ex-presidente afirma que sua defesa recorreu da decisão do TRF-4, mas que, novamente, o relator remeteu o julgamento do recurso ao plenário.

“Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso”, protestou Lula.

“As manobras atingiram seu objetivo: meu pedido de liberdade não foi julgado”, continuou Lula.