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O julgamento da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, foi marcado para terça-feira

A Procuradoria-Geral da República acusa os petistas e um empresário de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Foto: Divulgação)

O julgamento da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, foi marcado para terça-feira (19). Eles serão julgados pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pelos casos da Lava-Jato na Corte: Edson Fachin (relator), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Os réus são acusados de ter usado R$ 1 milhão oriundo de desvios na estatal na campanha de Gleisi ao Senado em 2010. O valor, segundo a acusação, saiu de empresas que tinham contratos com a Petrobras e era arrecadado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, que virou delator. A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa os petistas e um empresário de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em novembro do ano passado, a procuradora-geral Raquel Dodge pediu a condenação pelos crimes e o pagamento de R$ 4 milhões como reparação por danos morais e materiais.

Depois de ouvidas as testemunhas e as defesas, Fachin enviou a ação penal para o revisor, Celso de Mello, que a liberou na semana passada para julgamento pela turma. O processo entrou na pauta, divulgada no site do Supremo, na terça-feira (12).

A denúncia contra os petistas foi recebida pela Segunda Turma em setembro de 2016. Em agosto do ano passado, Gleisi prestou depoimento e disse que o processo sofria um “alto grau de politização”. “Eu neguei o que estão me acusando e pedi para que o Ministério Público mostre quais são as provas de que eu cometi corrupção passiva ou lavagem de dinheiro”, declarou na ocasião.

“Eu não tive contato com Paulo Roberto Costa, nunca tive ascendência na Petrobras, nunca facilitei ou dei condições ou me relacionei com fornecedores da Petrobras para beneficiá-los. Isso teria que estar caracterizado no processo para estarem me acusando”, afirmou. Paulo Bernardo também negou os crimes.

Trajetória

Gleisi, de 52 anos, é advogada e foi ministra-chefe da Casa Civil no governo da ex-presidente Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014. Durante o processo de impeachment da petista, a senadora foi uma das vozes mais eloquentes na defesa de Dilma no Congresso Nacional.

Hoje, como presidente nacional do PT, ela tem se empenhado na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Lula cumpre a sentença na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR) desde o dia 7 de abril.

Defesa

A defesa da parlamentar apontou falhas nas delações premiadas que deram origem ao processo e disse que as provas levantadas não corroboram os depoimentos dos colaboradores. “A presidente nacional do PT jamais praticou quaisquer atos para favorecer Paulo Roberto Costa”, frisou.

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