Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Preso homem suspeito de matar um taxista em Viamão

O julgamento do ex-juiz Sérgio Moro pelo Conselho Nacional de Justiça divide os membros do órgão

Sérgio Moro vai comandar o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deve adiar o julgamento do ex-juiz Sérgio Moro, acusado, entre outras coisas, de parcialidade em decisões que tomou como magistrado, segundo informou a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, queria decidir se Moro ainda poderia ser julgado pelo CNJ, já que deixou a carreira. Outros integrantes do colegiado questionaram a pressa.

De acordo com um deles, não é hora de tirar Moro do alcance do CNJ, arquivando de pronto seus processos. Por outro lado, não há clima para condená-lo. O melhor, portanto, seria deixar os casos em “banho-maria”. E Moro sob tensão.

Anúncios

Moro anunciou na sexta-feira (07) mais duas nomeações em sua equipe. O novo diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) será Adriano Marcos Furtado, que está atualmente no Paraná.

Segundo Moro, o policial de carreira tem uma gestão muito elogiada à frente da PRF no Paraná e nas parcerias com a Polícia Federal. “É uma pessoa absolutamente habilitada, técnica, em condições de fazer continuar a integração das atividades da segurança pública”, disse o futuro ministro.

Para a secretaria de Defesa do Consumidor, será o advogado Luciano Timm, do Rio Grande do Sul. “É uma pessoa que tem qualidade acadêmica indubitável nessa área, mestrado nessa área, vários cursos no exterior na área jurídica, aprofundamento em Direito e Economia, um advogado bem-sucedido”, disse, sobre o currículo do novo secretário.

“A PRF tem sido importante para a segurança pública do País, como na greve dos caminhoneiros. A área do consumidor eu não transito tão bem, mas ouvi muitas opiniões e fiz a escolha”, disse o ex-juiz federal, em entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde o gabinete de transição está montado.

Segundo Moro, no setor do consumidor, a ideia é atuar de forma preventiva. “Diminuindo os conflitos individuais, isso representa um ganho não só para consumidores e fornecedores, mas igualmente os custos de resoluções desses conflitos diminuem”, disse.

O chefe da perícia da Polícia Federal na operação Lava-Jato em Curitiba (PR), Fabio Salvador, vai ser diretor técnico-científico da Polícia Federal na gestão do novo diretor-geral Maurício Valeixo.

Na próxima semana, Sérgio Moro deve anunciar os nomes dos últimos secretário e diretores de departamento do novo ministério, incluindo o secretário Nacional de Justiça. O anúncio dos novos indicados para o ministério foi feito em entrevista no escritório da equipe de transição, em Brasília.

Moro não quis responder a perguntas dos jornalistas sobre o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio de Janeiro.

 

Deixe seu comentário: