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O líder do governo e Flávio Bolsonaro buscam apaziguar os ânimos com o presidente da Câmara dos Deputados

Foi a primeira manifestação pública de um integrante da família Bolsonaro em apoio ao presidente da Câmara. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em meio a ameaças do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de abandonar a articulação da reforma da Previdência, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), saíram em defesa do deputado.

“Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é fundamental na articulação para aprovar a Nova Previdência e projetos de combate ao crime. Assim como nós, está engajado em fazer o Brasil dar certo!”, escreveu o senador.

Esta foi a primeira manifestação pública de um integrante da família Bolsonaro em sinal de apoio a Maia. Em visita oficial ao Chile, o presidente afirmou que está disposto a conversar com Maia sobre a Previdência.

Minutos depois da publicação do senador, Joice também usou o Twitter para defender Maia.

“Há um movimento nas redes para colar em Rodrigo Maia a pecha de que ele é contra a Nova Previdência. Isso é mentira. Maia é um dos que mais tem trabalhado para aprovação e logo pelo principal plano do governo. Na prática, sem Maia, a coisa não vai e o Brasil empaca. Simples assim.”, escreveu Joice.

O deputado do DEM tem se queixado de estar sendo atacado nas redes sociais por apoiadores do presidente e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que o chamam de representante da velha política.

Irritado com as críticas, Maia fez chegar a Bolsonaro que poderia deixar a articulação da reforma, medida crucial para o governo, por se sentir abandonado.

Ele trocou mensagens na quinta-feira (21), com o ministro da Economia, Paulo Guedes, reclamando de publicações feitas por outro filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) nas redes sociais.

Na visão de Maia, ele está apanhando sozinho por defender a reforma enquanto o governo não para de atacar a “velha política”.

Irritou o Congresso o fato de Bolsonaro ter feito nas últimas semanas declarações em tom crítico à política e que está sofrendo “pressão” por ceder à prática de troca de cargos por apoio político.

De acordo com interlocutores de Maia, ele afirmou a Guedes que a partir de agora fará a “nova política”. E que ela se resume a não fazer nada e esperar por aplausos das redes sociais.

Questionado pela colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, Maia negou que tivesse feito afirmações no tom relatado.

Mas disse que, sim, a responsabilidade de buscar votos para a aprovação da reforma é de Bolsonaro. “O papel de articulação do executivo com o parlamento nunca foi e nunca será do presidente da Câmara”, afirma.

“Eu continuo ajudando. Sei que a reforma da Previdência é fundamental e não abro mão dela”, diz. “E concordo com o presidente [Bolsonaro]: é preciso construir uma maioria de uma nova forma. Essa responsabilidade é dele”, segue.

“Quando ele [Bolsonaro] tiver a maioria e achar que é a hora de votar a reforma, ele me avisa e eu pauto para votação. E digo com quantos votos posso colaborar”, diz Maia.

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