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Em plena recessão no País, o lucro dos maiores bancos cresceu mais de 28% e é o maior dos últimos 12 anos

O maior lucro no terceiro trimestre de 2018 foi o do Itaú. (Foto: Reprodução)

Em plena recessão no País, o lucro líquido dos quatro maiores bancos brasileiros com ações na Bolsa totalizou R$ 17,47 bilhões no terceiro trimestre deste ano. O valor representa uma alta de 28,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a soma dos lucros do Itaú, do Banco do Brasil, do Bradesco e do Santander teve alta de 3,5%.

Segundo dados da Economatica, trata-se do maior lucro consolidado nominal (sem considerar a inflação) em 12 anos. O levantamento considera os demonstrativos financeiros contábeis disponibilizados pelas instituições trimestralmente desde o final de 2006, início da série disponibilizada pelo Santander na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ajustado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o lucro consolidado dos quatro bancos no terceiro trimestre foi o maior desde o segundo trimestre de 2015 (R$ 20,5 bilhões ou R$ 17,34 bilhões em termos nominais).

Segundo os balanços divulgados pelos bancos, o aumento dos lucros foi impulsionado pelo crescimento das receitas com tarifas e prestação de serviços, menores despesas com provisões para calotes e menor custo do crédito. O maior lucro no terceiro trimestre de 2018 foi o do Itaú, com R$ 6,247 bilhões – um crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,009 bilhões, o que representa uma alta de 73,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2017. O Banco do Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,175 bilhões, alta de 11,78% na comparação anual. 

Já o Santander teve lucro líquido de R$ 3,039 bilhões, um crescimento de 2,2%. Historicamente, o setor bancário é o que registra os maiores ganhos entre as empresas de capital aberto no País.

BNDES

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou na quarta-feira (07) que vai abrir os dados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na primeira semana do seu governo. “O BNDES, da minha parte, vamos abrir todos os sigilos para vocês. Todos. Sem exceção”, disse ele a jornalistas após almoçar com o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio Noronha.

O objetivo, segundo Bolsonaro, é tirar o sigilo dos dados do banco ainda em janeiro de 2019, logo após tomar posse. “Na primeira semana, até para dar matéria, para vocês se preocuparem com outras coisas a não ser o presidente”, ressaltou.

Em pouco mais de 20 anos, os financiamentos do BNDES apoiaram a geração de 10,1 milhões de empregos, afirmou na terça-feira (06) o superintendente de Planejamento Estratégico da instituição de fomento, Maurício Neves. Ao fazer uma apresentação de “prestação de contas” da aplicação dos recursos públicos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) via BNDES, Neves destacou ainda o aumento da capilaridade geográfica e da participação das empresas de menor porte no crédito.

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