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O mais recente boletim da prefeitura aponta 61 casos de dengue em Porto Alegre desde janeiro

Ações de combate se concentram em bairros críticos, como o Santa Rosa de Lima. (Foto: Luciano Lanes/PMPA)

O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre aponta o registro de 61 pacientes de dengue na capital gaúcha entre 1º de janeiro e 13 de abril. Essa contabilização inclui casos 55 autóctones (quando contraídos na própria cidade) e seis contágios “importados” de outros Estados.

Dos autóctones, 53 estão localizados no bairro Santa Rosa de Lima e dois no Jardim Floresta. Já os importados abrangem moradores dos bairros Arquipélago, São João, Santana, Alto Petrópolis, Ipanema e Vila Ipiranga. São situações envolvendo pessoas com histórico de viagem a cidades das Regiões Nordeste, Sudeste e Norte do País. Além disso, há outros 49 casos suspeitos ainda em investigação.

No mesmo período, foram notificadas cinco suspeitas de infecção por zika vírus, ainda sem resultado laboratorial conhecido, e 13 de chikungunya. Destes, um caso importado foi confirmado (paciente que reside no bairro Higienópolis e que esteve recentemente no Rio de Janeiro), oito descartados e quatro continuam em análise.

Conforme a Vigilância em Saúde da Secretaria, desde a metade de março (quando foi confirmado o primeiro caso autóctone de dengue na Zona Norte) a prefeitura vem realizando ações para reduzir o risco de transmissão viral no bairro Santa Rosa de Lima. Mais de 1,2 mil visitas domiciliares já foram feitas, identificando criadouros de mosquitos e fazendo busca ativa de casos não notificados de dengue e afins.

Os agentes de saúde pedem que as comunidades intensifiquem as ações preventivas. Embora as pulverizações diminuam a incidência do inseto adulto, ela têm efeito sobre as outras fases, como ovo e larva. É preciso verificar o quintal ou pátio ao menos uma vez por semana, eliminando os focos de água parada. Em apenas uma semana, o ovo pode eclodir, virar larva e mosquito adulto, já voando, alertam.

Outra medida importante nos locais com transmissão viral comprovada é a proteção individual, com uso de repelente corporal e elétrico, quando possível. O Aedes aegypti é um mosquito que costuma picar no início da manhã e no final da tarde. Ele não voa além de 150 metros do lugar onde nasceu.

(Marcello Campos)

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