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O mercado financeiro reduz a estimativa de crescimento da economia brasileira para 2017 e 2018, mas prevê inflação menor

Boletim Focus foi divulgado pela Banco Central. (Foto: Reprodução)

Os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo BC (Banco Central) reduziram a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para este ano. A estimativa é de que a atividade econômica crescerá 0,40%. Na semana anterior, a projeção era de 0,41%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) por meio do Boletim Focus.

Para 2018, a previsão de crescimento do PIB caiu de 2,30% para 2,20%. Com menos atividade econômica, os economistas também preveem inflação menor para 2017 e 2018. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, em 2017 caiu de 3,71% para 3,64%. Já para o próximo ano, a estimativa de inflação diminuiu de 4,37% para 4,33%.

Juros e dólar

Pela décima semana seguida, os analistas de mercado ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de que a Selic (taxa básica de juros) fechará 2017 em 8,5% ao ano. Os analistas também mantiveram estável a previsão da taxa de câmbio no final de 2017 em R$ 3,30. Para o fim de 2018, a previsão da Selic dada pelos analistas se manteve em 8,50%. Já para a taxa de câmbio a estimativa é que ela feche o próximo ano em R$ 3,40.

Balança e investimentos

Após 12 semanas seguidas prevendo um aumento do superávit da balança comercial brasileira, os analistas ouvidos pelo Banco Central pioraram a estimativa para a balança de 2017. Segundo o Boletim Focus, o mercado espera que a diferença entre o que o que o Brasil vender e comprar fique em US$ 57,40 bilhões. Na semana anterior, a previsão era de US$ 57,80 bilhões.

A previsão de entrada de investimento estrangeiro no País também caiu, passando de US$ 80 bilhões para US$ 78,57 bilhões. Para 2018, o mercado também reduziu a previsão de entrada de investimentos estrangeiros no Brasil de US$ 80 bilhões para US$ 78,75 bilhões.

Crise política no Brasil

A crise política aumenta a percepção de risco do mercado. Isso porque os investidores e agentes econômicos consideram as reformas defendidas pelo presidente Michel Temer essenciais para a sustentabilidade das contas públicas. A partir do momento que o governo está em risco, essas reformas se tornam menos prováveis. Sem as mudanças trabalhistas e nas aposentadorias dos brasileiros prometidas por Temer, as chances de as contas do governo se recuperarem diminuem, o que, consequentemente, aumenta o risco de calote da dívida pública.

A incerteza política, que se transfere para a economia, faz com que investidores demandem um retorno maior. Como a taxa de juros no Brasil não varia de acordo com a percepção de risco, a correção ocorre na taxa de câmbio. Há menor demanda por reais e maior procura por dólares. Assim a taxa de câmbio aumenta.

 

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