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O mercado financeiro reduziu para 137 bilhões de reais a previsão de rombo nas contas do governo neste ano

Houve melhora em relação ao mês anterior, quando a estimativa era de um déficit de R$ 141 bilhões. (Foto: Reprodução)

Os analistas das instituições financeiras reduziram a estimativa para o déficit primário das contas do governo neste ano para R$ 137,259 bilhões. A projeção consta no mais recente levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira (11) por meio do chamado Prisma Fiscal.

No levantamento anterior, divulgado em setembro, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 141,038 bilhões. O rombo, ou déficit primário, ocorre quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e tributos. Por ser primário, não considera os gastos com pagamento dos juros da dívida pública.

A estimativa do mercado financeiro é inferior à meta para o resultado das contas públicas autorizada pelo Congresso e que o governo precisa perseguir neste ano, que é de um rombo de até R$ 159 bilhões. O resultado mostra que os analistas creem no cumprimento da meta fiscal de 2018.

Melhora na arrecadação

Nos últimos meses, as contas do governo têm apresentado melhora devido ao aumento na arrecadação, que vem sendo influenciada, entre outros fatores, pela alta no recolhimento dos royalties do petróleo.

Com isso, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou recentemente que o governo pode terminar o ano de 2018 com um déficit primário próximo de R$ 130 bilhões – bem abaixo do teto de R$ 159 bilhões de resultado negativo da meta fiscal.

Para 2019, o mercado financeiro baixou de R$ 123,808 bilhões para R$ 117,772 bilhões a previsão para o rombo nas contas públicas. A estimativa também segue abaixo da meta fiscal do governo para o ano que vem, que é de déficit primário de até R$ 139 bilhões.

Reequilíbrio das contas

Nos últimos anos, o governo teve dificuldade de atingir as metas fiscais por conta do baixo nível de atividade da economia, que saiu da recessão no ano passado. A economia fraca reduzia também a arrecadação do governo.

No decorrer de 2017, a economia começou a se recuperar e, junto com receitas extraordinárias vindas de royalties do petróleo e de programas de parcelamento de débitos tributários, ajudou a impulsionar a arrecadação federal e a melhorar os resultados das contas públicas. Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo se concretizar, serão pelo menos oito anos consecutivos com as contas no vermelho.

O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo de R$ 120 bilhões foi gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas pedaladas fiscais – repasses a bancos oficiais que estavam atrasados. Em 2016, o déficit subiu para R$ 161 bilhões. No último ano, o rombo somou R$ 124 bilhões. Para 2018, 2019, 2020 e 2021, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas. A previsão da equipe econômica é de que as contas voltem ao azul somente a partir de 2022.

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