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O México quer que o rei da Espanha e o papa Francisco peçam desculpas pela colonização

Andres Manuel Lopez Obrador, presidente do México. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, anunciou na segunda-feira (25) que enviou uma carta ao rei Felipe 6º da Espanha e ao papa Francisco pedindo que peçam perdão pelos danos cometidos contra povos indígenas durante a conquista espanhola da América.

“Enviei uma carta ao rei da Espanha e outra ao papa para que façam um relato de danos e peçam perdão aos povos originários pelas violações ao que agora se conhece como direitos humanos”, anunciou López Obrador, em vídeo publicado em uma rede social. O governo espanhol rejeitou “com toda firmeza” o pedido de López Obrador.

“A chegada, há 500 anos, dos espanhóis às atuais terras mexicanas não pode ser julgada à luz de considerações contemporâneas”, disse o comunicado do governo espanhol.

Madri “lamenta profundamente” que o presidente mexicano tenha publicado uma carta com este pedido.

“Nossos irmãos sempre souberam ler nosso passado compartilhado sem raiva e com uma perspectiva construtiva, como povos livres com uma herança comum e uma projeção extraordinária”, acrescentou o governo da Espanha.

A reação oficial de Madri enfatiza “sua disposição para trabalhar em conjunto com o governo do México e continuar construindo a estrutura apropriada para intensificar as relações de amizade e cooperação entre os dois países, o que nos permite enfrentar os desafios futuros com uma visão compartilhada”.

O Vaticano ainda não se pronunciou sobre o caso. O pedido do presidente mexicano ocorre no ano de aniversário de 500 anos da Batalha de Centla, considerada o primeiro confronto entre o conquistador espanhol Hernán Cortez e os povos nativos do México.

“Houve massacres, arbitrariedades […]. A chamada conquista se fez com a espada e com a cruz católica, foram construídas igrejas sobre os templos [pré-hispânicos]”, afirmou López Obrador na transmissão.

Aprovação

Eleito em julho do ano passado com 53% dos votos, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, 65, chegou recentemente aos cem dias na Presidência do México batendo recorde de popularidade, nada menos que 80%.

O segredo está, em parte, em seu modo de atuar, que é midiático e inflama seus apoiadores de entusiasmo e nacionalismo. AMLO, como é conhecido, tomou diversas decisões no sentido de mostrar que quer um governo transparente e junto ao povo. Sem seguranças. “O povo me protege”, diz.

Dispensou o Palácio Presidencial como residência, assim como formalidades do cargo, o que, num país onde a liturgia do poder é tão arraigada, parece mesmo algo revolucionário. Tem viajado por todo o território. Nesses cem dias de governo, passou 56 visitando vários cantos do país, sempre voando em classe econômica. Onde chega, conversa efusivamente com autoridades e cidadãos, faz selfies, come em restaurantes populares e distribui abraços.

Seu dia começa sempre com uma longa entrevista coletiva, de cerca de 1h30, às 7h. Costuma entrar na sala de imprensa fazendo piada com os jornalistas sonolentos para que prestem atenção nele. Suas entrevistas estão disponíveis no serviço de streaming Spotify.

AMLO também abriu mão de 60% de seu salário e impediu que servidores públicos ganhassem mais do que ele.

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