Sábado, 25 de Janeiro de 2020

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Brasil O ministro da Agricultura disse que a comercialização de grãos está parada no Brasil, devido ao impasse sobre a tabela de fretes rodoviários

Blairo Maggi prevê um pico inflacionário devido ao problema. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nessa quarta-feira que a situação do agronegócio é “complicada”, em razão do impasse gerado pela tabela do governo federal com preços mínimos para o frete rodoviário. De acordo com o titular da pasta, a venda futura de grãos como soja e milho está “absolutamente parada”.

A tabela com preço mínimo para o valor do frete rodoviário foi uma das medidas adotadas pelo governo federal para encerrar o fim da greve dos caminhoneiros, que por 11 dias bloqueou rodovias e interrompeu o transporte de cargas no País.

A medida é alvo de questionamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Agricultores argumentam que os valores inviabilizam o transporte da produção. Representantes do governo, dos produtores e dos caminhoneiros tentam elaborar uma nova tabela, mas ainda não chegaram a um acordo.

“A situação é bastante complicada para o setor”, alertou Blairo. “A comercialização do futuro, da soja, do milho, dos grãos que estão nas fazendas, essa está absolutamente parada porque os compradores não sabem qual frete arbitrar.”

Blairo explicou, ainda, que mercadorias vendidas para exportação, com preços de fretes que já estavam definidos, são transportadas: “Se transporta aquilo já tinha sido comercializado com preço de frete estipulado lá atrás. Além disso, hoje as coisas definitivamente estão paradas.

A manifestação foi feita por Blairo Maggi após participar de uma cerimônia em Brasília, na qual o Banco do Brasil anunciou que vai destinar R$ 103 bilhões para financiar a safra 2018-2019.

Maggi ressaltou que esperar que a medida provisória do frete, em tramitação no Congresso Nacional, seja votada antes do recesso parlamentar de julho. “É urgente que se defina isso, afinal nós esperávamos que o Supremo Tribunal Federal desse uma posição, o que também não aconteceu, e agora tem a medida provisória sendo votada”, declarou.

“Esperamos que a tabela proporcione algum conforto, que possa criar uma condição de um preço de referência, um preço mínimo de frete, para dar estabilidade aos caminhoneiros, mas que também não impute aos produtores rurais um frete superior a media que vinha sendo pago”, prosseguiu.

Pico inflacionário

Ainda de acordo com Maggi, o frete deve seguir a lei da oferta e da procura: “Uma tabela de custo mínimo pode ser absorvida mas tem que ser o mínimo e a lucratividade, a atratividade, deve vir em função do quanto é transportado e quantas pessoas se envolvem nisso”.

Ele também disse que a indefinição dos preços de frete terá efeitos diretos sobre a economia. “Com toda certeza, teremos um pico inflacionário sobre isso porque nós não estamos falando só sobre grãos, estamos falando sobre todo tipo de transporte, que vai encarecer e isso vai ser repassado para os preços”, finalizou.

 

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