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O ministro da Economia disse que a metade dos servidores públicos vai se aposentar e descarta concursos: “vamos investir na digitalização”

Deputados defensores da reforma da Previdência reclamaram que os líderes governistas deixaram Guedes à mercê dos ataques da oposição. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou na manhã desta sexta-feira (15), durante evento na Fundação Getulio Vargas, que o governo conta com o apoio dos entes federativos (Estados e municípios) para aprovar a reforma da Previdência. Guedes disse ainda que o governo não pretende realizar concursos públicos nos próximos anos, apesar da previsão de que muitos servidores vão se aposentar.

“Cerca de 40% a 50% do funcionalismo federal irá se aposentar nos próximos anos, e a ideia é não contratar pessoas para repor. Vamos investir na digitalização.”

De acordo com Guedes, a recuperação econômica do País depende da aprovação de medidas efetivas, como a reforma da Previdência, e a revisão do pacto federativo com Estados e municípios. Sobre a dificuldade financeira enfrentada por governadores e prefeitos, o ministro afirmou que, sem aprovação da reforma, não haverá possibilidade de ajuda da União:

“Me ajuda a fazer a Reforma, que o dinheiro cai naturalmente”, disse.

Guedes destacou ainda a importância de desvincular os orçamentos dos limites mínimos constitucionais e dar mais autonomia para que Estados e municípios, em conjunto com o Legislativo, organizem o orçamento de acordo com suas necessidades específicas.

“Nosso diagnostico é que o descontrole sobre gastos públicos corrompeu a política e estagnou a economia. A culpa da degeneração política é da economia”, declarou o ministro, acrescentando que acredita que esta mesma classe política está amadurecendo:

“Assumam o orçamento, senhores. É preciso reabilitar a classe política brasileira.”

Sobre a reforma da Previdência, Guedes afirmou que o regime de repartição, atualmente utilizado no Brasil e pelo qual os trabalhadores da ativa contribuem para financiar os benefícios de quem está aposentado, é um sistema insustentável.

“O regime de repartição já quebrou”

Ele defendeu a migração para o modelo de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para seu próprio fundo de aposentadoria. Pelos planos do governo, este novo modelo só será criado para novos trabalhadores, que não entraram ainda no mercado de trabalho.

Por isso, Guedes voltou a afirmar que a reforma da Previdência precisa economizar pelo menos R$ 1 trilhão, para ser viável criar o novo regime de capitalização.

“O regime de repartição já quebrou antes mesmo de a população envelhecer. Mas preciso de pelo menos R$ 1 trilhão para sangrar o sistema antigo, até que todo o sistema chegue na capitalização.”

De acordo com Guedes, é preciso “coragem” de implementar a capitalização, pensando nas gerações futuras.

“Se não temos coragem, vamos expor nossos filhos e netos à mesma armadilha do sistema previdenciário que vai cair.”

Sobre as críticas ao modelo chileno de capitalização, Paulo Guedes alegou que o país hoje cresce cerca de 6% ao ano graças à adoção do novo regime previdenciário.

 

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