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O governo federal demitiu o presidente do Inep

Marcus Vinicius Rodrigues era o responsável pelo órgão que editou portaria que adiava a avaliação da alfabetização no País. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Marcus Vinicius Rodrigues, foi exonerado do cargo nesta terça-feira (26). A demissão foi oficializada em edição extra do Diário Oficial e traz a assinatura do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Rodrigues é ex-professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e tem doutorado em engenharia. Ele estava no cargo desde 22 de janeiro e comandava o órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável por exames como o Enem. Logo após a posse, defendeu a revisão do banco de questões do exame, criticou “ideologias e crenças inadequadas” dentro das escolas e defendeu a ação dos militares no golpe de 1964.

Demissões e polêmicas

A demissão de Rodrigues é a mais recente em uma série de mudanças nos cargos do alto escalão do MEC e se soma a outras polêmicas que envolvem a área da educação no governo. O ministro Ricardo Veléz Rodríguez está no centro de uma crise política e uma “guerra interna“, conforme o colunista do portal de notícias G1 Valdo Cruz. Recentemente, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o MEC precisava de um “freio de arrumação“.

Nesta terça-feira, o MEC revogou uma portaria do Inep que previa novas regras para o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). A portaria anterior definia que a medição da qualidade da alfabetização das crianças só seria feita a partir de 2021.

Por causa dessa decisão, a engenheira e professora Tania Leme de Almeida pediu demissão do cargo de secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. Em sua despedida, ela disse que seu pedido de demissão é o “preço que paga” em sua luta por uma educação de qualidade.

Indefinição na secretaria-executiva

Além da saída do presidente do Inep e da secretaria de Educação Básica, o MEC enfrenta indefinição sobre quem será o “número 2 da pasta”. Três nomes já foram indicados, mas o posto está vago. A mais recente indicada, Iolene Lima, pediu demissão oito dias depois de ser anunciada. Antes dela, Rubens Barreto da Silva já tinha assumido o lugar de Luiz Antônio Tozi.

Exoneração de chefe, adjunto e diretores

Na segunda-feira (11), outro capítulo nas mudanças no ministério envolveu a demissão de seis nomes que ocupavam cargos do alto escalão do Ministério da Educação. Na ocasião, os demitidos foram:

Tiago Tondinelli (chefe de gabinete do ministro da Educação); Eduardo Miranda Freire de Melo (secretário-executivo adjunto da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação); Ricardo Wagner Roquetti (coronel que atuava como diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação); Claudio Titericz (diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação); Silvio Grimaldo de Camargo (assessor especial do ministro da Educação) e Tiago Levi Diniz Lima (diretor de Formação Profissional e Inovação da Fundação Joaquim Nabuco).

Críticas

Em meio às mudanças, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez vem sendo criticado por seu desempenho à frente da pasta e, diante de rumores da sua saída, o próprio presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele continua no cargo.

Entre declarações e medidas, Vélez: Disse que brasileiro age como “canibal” em viagens ao exterior; em documento enviado ao STF disse que foi infeliz e enviou carta às escolas pedindo que crianças sejam filmadas durante execução do Hino Nacional e voltou atrás.