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O ministro da Fazenda voltou a dizer que acredita na aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano

“A meta fiscal do próximo ano será atingida de qualquer maneira", garantiu Meirelles. (Foto: Valter Campanato/Abr)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu nesta terça-feira (14) que acredita na aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano e garantiu que o governo fará os cortes de gastos que forem necessários para o cumprimento da meta fiscal de 2018. O ministro também assegurou o reajuste do Bolsa Família no próximo ano.

Ao defender a aprovação da reforma da Previdência, Meirelles mais uma vez citou países – como a Grécia – nos quais os governos precisaram cortar os valores das aposentadorias. “O nosso objetivo principal é garantir a todos os brasileiros que eles tenham segurança de que vão receber a sua aposentadoria no valor integral”, afirmou o ministro.

Meirelles disse ser prematuro comentar alternativas à reforma porque, segundo ele, a expectativa de aprovação do projeto seria muito grande. “Acreditamos que esse assunto será tratado com responsabilidade e acreditamos na aprovação pelo Congresso, que é soberano”, acrescentou.

O ministro garantiu que a meta fiscal de déficit de R$ 159 bilhões no próximo ano será cumprida e avisou que o governo fará todos os cortes de gastos necessários para isso. “A meta fiscal do próximo ano será atingida de qualquer maneira porque nós temos o compromisso e cortes adicionais de despesas serão efetuados, se necessário”, respondeu.

Meirelles explicou que a reforma da Previdência não representa um alívio de despesas imediato para o próximo ano, mas indica uma trajetória para os gastos nos anos seguintes. “A economia é muito formada pelas expectativas dos consumidores e dos investidores. Se todos começam a achar que governo terá dificuldades em pagar as suas contas sem a reforma, isso começa a abalar a confiança na economia”, afirmou.

Por isso, acrescentou Meirelles, a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano ajudaria a mostrar aos agentes econômicos que o governo terá contas sustentáveis no futuro. “Esse é o impacto maior que pode haver a partir de 2018 com a reforma”, declarou.

Apesar de já deixar claro que despesas serão cortadas em 2018, Meirelles garantiu o reajuste do Bolsa Família. “O aumento do Bolsa Família está previsto e é necessário por justiça social”, considerou. Questionado sobre a possibilidade de aumentos de impostos para se chegar à meta fiscal do próximo ano, o ministro citou que já existem propostas “muito específicas” no Congresso, como o projeto enviado pelo governo para a tributação de fundos exclusivos.

“Trabalhamos a reforma tributária e esperamos que haja acordo entre parlamentares, Estados, municípios e o Executivo. A finalidade da reforma é simplificar sistema e não aumentar imposto”, ressaltou. Meirelles negou ainda que o governo planeje novas isenções do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

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