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O ministro da Saúde vai tentar sua reeleição como deputado federal e sairá do ministério antes do prazo

A tendência é de que Barros deixe o governo em 28 de março, dez dias antes do prazo final para desincompatibilização. (Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), decidiu deixar o governo antes de 7 de abril, prazo final para que ministros que disputarão as eleições se desincompatibilizem dos cargos. Candidato à reeleição de deputado federal, ele retomará o mandato parlamentar na última semana de março para poder assumir a presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso Nacional, colegiado responsável por analisar o Orçamento da União de 2019.

A tendência é de que Barros deixe o governo em 28 de março, dez dias antes do prazo final para desincompatibilização. Essa é a data em que está prevista a instalação e eleição do presidente e relator da comissão mista de orçamento. A relatoria do colegiado deve ficar com o senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo no Senado. “Saio até o dia da instalação da CMO”, admitiu o ministro.

Barros afirmou que o PP quer indicar algum “amigo” para substituí-lo no comando do Ministério da Saúde, mas não quis falar nomes para não “expor” os cotados. “Queremos nomear amigos, logo não deixaremos no sereno. Nem um dia. Não está decidido e não queremos expor ninguém”, declarou o ministro que assumiu como ministro em maio de 2016, logo após o afastamento da ex-presidente cassada Dilma Rousseff.

Entre os cotados para substituir Barros está o vice-governador da Bahia, João Leão, que é do PP. A ida dele para o Ministério da Saúde seria uma forma de incentivar o PP na Bahia a romper com o atual governador, Rui Costa (PT), que tentará reeleição para o cargo. Para assumir a pasta no governo federal, o vice-governador teria que desistir de disputar o pleito de outubro deste ano.

A CMO é formada tanto por deputados quanto por senadores, que se revezam todos os anos entre a presidência da comissão e a relatoria do Orçamento. No ano passado, o comando do colegiado ficou com o Senado e a relatoria, com a Câmara. Como tem a maior bancada no Senado, o MDB indicou o senador Dário Berger (MDB-SC) para presidente e o PP, após acordo com demais siglas, o deputado Cacá Leão (PP-BA) como relator.

Ministros ignoram Planalto

Ministros do governo Michel Temer têm ignorado a orientação do Palácio do Planalto e negociam palanques regionais em favor de candidaturas de potenciais adversários do presidente nos Estados. A intenção de Temer é aproveitar a reforma ministerial prevista para este mês para manter na Esplanada apenas partidos que fizerem parte do mesmo projeto eleitoral do MDB.

Em ao menos quatro casos, porém, as legendas não querem se comprometer com a vinculação e já negociam os substitutos de seus ministros, independentemente de apoiar ou não o projeto de Temer.

Em Alagoas, por exemplo, o ministro do Turismo, deputado licenciado Marx Beltrão (MDB), negocia vaga ao Senado na chapa majoritária encabeçada pelo governador Renan Filho e pelo senador Renan Calheiros. Embora filiados ao MDB, ambos tentarão a reeleição defendendo, no plano nacional, uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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