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O presidente do Supremo disse que o diálogo entre os Poderes não quer dizer que a Corte vai chancelar todas as medidas do governo

Em almoço com o chefe da Casa Civil, Dias Toffoli (foto) falou por telefone com Bolsonaro. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Após almoço com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, defendeu um diálogo entre os poderes, mas disse que isso não significa que a Corte vai chancelar todas as medidas do governo.

“É essa a ideia de ter uma harmonia, um diálogo, um respeito”, ressaltou o magistrado. “Evidentemente, isso não significa que tudo que for aprovado o Supremo vá chancelar. Trata-se de um diálogo importante, pelo respeito entre os Poderes dentro daquilo que a Constituição Federal prevê. Isso sinaliza para o Brasil e para o mundo que a fase em que os Poderes estavam em conflito passou. Cada um respeitando as suas competências, as suas respectivas matérias de análise”.

Durante o encontro, Toffoli e o presidente Jair Bolsonaro, que está internado em São Paulo, falaram por telefone. De acordo com Onyx, eles conversaram sobre “um pouquinho de cada coisa”.

Questionado sobre quais medidas a instância máxima do Judiciário não vai dar o seu aval, o presidente do STF respondeu: “Não se trata de uma concordância com tudo. Se mandarem um pacote ou medidas para o Congresso Nacional, por exemplo, isso não significa que o Legislativo vá carimbá-las e nem significa que aquilo que sair será aprovado. O importante é que haja esse diálogo para sair a melhor proposta possível, para sair o melhor produto final possível”.

Onyx

Já o ministro da Casa Civil disse que o Brasil precisa buscar uma harmonia entre os poderes e pregou a soma de forças. “O governo do presidente Jair Bolsonaro, que está lá no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, mas participou dessa conversa, é um momento de unir todos. Foi essa a razão do nosso encontro”, frisou.

Onyx definiu como “muito produtivo” o almoço. “Muito brevemente o presidente da República poderá estar aqui com o presidente do Supremo, assim como com os presidentes dos outros Poderes”, projetou. “Estamos construindo uma grande aliança pelo Brasil, que é o país de todos nós. Cada um na sua competência, estamos preocupados em construir canais para fazer o Brasil crescer.”

Previdência

Indagado se a reforma da previdência será fechada esta semana, o articulador político disse isso dependerá do presidente da República, que vai dar a última palavra. O ministro salientou, ainda, que vai aguardar com tranquilidade a decisão dos médicos sobre quando darão alta a Bolsonaro, que se recupera de uma cirurgia para retirada de bolsa de colostomia.

“O presidente precisa voltar para Brasília 100%”, frisou. “Conversamos bastante hoje, ele falou com o ministro Toffoli e ficou muito satisfeito que esse diálogo esteja aberto. A ideia que nós temos é de unir o Brasil inteiro.”

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