Últimas Notícias > Colunistas > Fatos históricos do dia 15 de novembro

Sem citar Lula, o ministro Sérgio Moro disse que “não responde a criminosos, presos ou soltos”

Ministro Sergio Moro. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou no Twitter que terá uma postura mais comedida em relação aos ataques que vem sofrendo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na tarde de sexta-feira (8) deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba.

“Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”, escreveu Moro, sem citar Lula.

Neste sábado (9), Lula discursou para militantes do PT que se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP). O ex-presidente criticou veículos de imprensa, os ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes (Economia) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Para Lula, o Brasil “não merece o governo que tem”.

No momento em que Lula discursava em São Bernardo do Campo, o presidente Jair Bolsonaro tomava sorvete na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ele usou a oportunidade para posar com apoiadores. Mais cedo, o presidente afirmou que “Lula está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”.

Bolsonaro também chamou o petista, indiretamente, de canalha. “Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa.”

Decisão deve ser respeitada

Quase um dia depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar a prisão, o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) afirmou que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que beneficiou o petista ao mudar o entendimento sobre a prisão em segunda instância ‘deve ser respeitada, mas pode ser alterada’.

Lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil.Previsíveis vitórias e revezes. Preferimos a primeira e lamentamos a segunda, mas nunca desistiremos”, escreveu Moro, no Twitter. “A decisão do STF deve ser respeitada, mas pode ser alterada, como o próprio min. Toffoli reconheceu, pelo Congresso”.

O ministro divulgou vídeo de sua fala em cerimônia de encerramento do curso de formação profissional da Polícia Federal, em Brasília, onde esteve junto do presidente Jair Bolsonaro e o diretor da PF Maurício Valeixo.

O comentário segue a posição adotada por Moro após o STF decidir que só poderão ser presos quem tiver todos os recursos julgados pela Justiça, o chamado trânsito em julgado. Em nota divulgada na sexta, 8, o ex-juiz da Lava Jato ressaltou que ‘sempre defendeu a execução da condenação criminal em segunda instância e continuará defendendo’

O ministro de Bolsonaro adotou postura defendida por núcleos bolsonaristas no Congresso, que pregam o retorno da prisão após condenação em segunda instância via Legislativo. No Congresso, um grupo de parlamentares querem retomar a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tornará lei a execução provisória de pena.

“Juízes interpretam a lei e congressistas fazem a lei, cada um em sua competência”, disse Sérgio Moro, em nota.