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Brasil O novo juro da Caixa Federal pode reduzir o financiamento da casa própria em mais de 100 mil reais

A queda pode, em alguns casos, reduzir em mais de R$ 100 mil o preço final de um financiamento. (Foto: Divulgação/PMPA)

A redução das taxas de juros para crédito imobiliário anunciada pela CEF (Caixa Econômica Federal) na última quarta-feira (30) leva a taxa máxima de 9,5% para 8,5% ao ano, enquanto a mínima sai de 7,5% para 6,75% ao ano, a menor praticada no mercado. Simulações mostram que a queda pode, em alguns casos, reduzir em mais de R$ 100 mil o preço final de um financiamento.

A medida abrange contratos de financiamento atualizados pela TR (Taxa Referencial), que atualmente está zerada, mas não atinge as modalidades corrigidas pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A mudança vale para imóveis residenciais enquadrados no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). No primeiro, o valor do imóvel é limitado a R$ 1,5 milhão. No segundo, não há limite de valor.

Quem já tem crédito 

As novas taxas serão aplicadas apenas em novas operações, contratadas a partir de 6 de novembro. Para quem já tem financiamento na Caixa, os valores continuarão com os mesmos da época da contratação. Não é possível migrar para um crédito mais barato.

Simulações mostram que em um financiamento de R$ 500 mil, com prazo de pagamento em 30 anos e taxa máxima atual de 9,5%, o valor total seria de R$ 1.185.135,96. Com a nova tarifa máxima (8,5%), o valor final cairia para R$ 1.115.639,77, uma redução de R$ 69.496,19.

Já com a taxa mínima de 6,75%, o valor final desse financiamento passaria de R$ 1.045.553,94 para R$ 992.596,27, uma redução de R$ 52.957,67.

Para um financiamento de R$ 1 milhão, também em 30 anos, o valor final passaria de R$ 2.370.271,93 para R$ 2.231.279,55 tomando como base a taxa máxima. A economia seria de R$ 138.992,38. Pela taxa mínima, essa redução seria de R$ 105.915,34.

A taxa mínima anunciada pela Caixa, de 6,75% ao ano, passa a ser a menor do mercado. Entre os maiores bancos do país, o Bradesco tem taxa mínima de 7,3% ao ano mais a TR. A instituição é seguida por Banco do Brasil (7,4% + TR) e Itaú (7,45% + TR). O Santander tem, atualmente, os juros mais caros do mercado, com 7,99% ao ano mais a TR.

Avaliação para financiamentos

As instições financeiras estão se preparando para realizar avaliações de imóveis sem especialistas, mas com modelos estatísticos e programas de computador. Desde setembro, está em vigor uma Resolução ( Nº 4.754) editada pelo Banco Central que permite essa prática pelas instituições financeiras que fazem avaliação do imóvel para financiamentos e crédito com garantia.

A medida visa baratear os custos da avaliação, além de garantir mais simplicidade e agilidade na operação. Os bancos irão ter os seus modelos avaliados pelo Banco Central antes de serem usados.

A ABAP (Associação Brasileira de Avaliação e Perícia) acredita que a norma em vigor pode ser prejudicial para o consumidor por não ter a mesma análise técnica de um perito que possa avaliar a segurança do imóvel.

“Uma análise de algoritmos e não presencial não pode avaliar toda a estrutura do imóvel e garantir a segurança, como fazem engenheiros e arquitetos. Verificamos muitas vezes imóveis irregulares na parte elétrica, com risco de inundação e diversas outras questões de estrutura. Estamos tentando diálogo com o Banco Central para revogar a medida”, afirma Karine Moreira, presidente da ABAP.

A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), acredita que os bancos irão utilizar a ferramenta de forma a diminuir custos desnecessários, mas não será possível em todos os casos.

“Vemos isso como uma evolução do mercado, que já é usada em diversas partes do mundo. A tecnologia vai permitir que avaliação seja feita automaticamente em locais em que já há bases de dados para isso. Mas, imóveis que nunca tiveram nenhuma avaliação ainda precisarão de avaliação física, que é importante inclusive para fomentar a base de dados do sistema”, afirma Gilberto Duarte, presidente da Abecip.

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