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O papa aceitou o pedido de demissão de um arcebispo americano acusado de proteger padres pedófilos

Cardeal Donald Wuerl foi citado repetidamente em relatório sobre abusos contra mais de mil crianças. (Foto: Reprodução)

O papa Francisco aceitou nesta sexta-feira (12) o pedido de demissão do cardeal americano Donald Wuerl de seu cargo de arcebispo de Washington, após ter sido acusado de acobertar padres pedófilos, afirma um comunicado do Vaticano. O próprio Wuerl havia anunciado em setembro a intenção de apresentar a sua renúncia ao pontífice. Ele foi citado em um relatório que revelou um escândalo de abusos sexuais de padres contra crianças.

Divulgado no dia 14 de agosto, o documento, feito pelo júri da Pensilvânia, foi baseado em uma investigação de dois anos que mostrou que mais de mil crianças foram abusadas por cerca de 300 clérigos no estado em um período de 70 anos. Estima-se que o número de vítimas seja ainda maior.

Wuerl, que foi bispo de Pittsburgh de 1988 a 2006, é citado repetidamente como um dos líderes da Igreja que ajudaram a encobrir o escândalo. Ele é acusado de não ter tomado as medidas necessárias para conter os ataques e proteger as crianças. O cardeal é um dos nomes mais importantes da Igreja citados no relatório e houve pressão, inclusive dentro do clero, por sua renúncia.

O texto diz que Wuerl avisou o Vaticano, em 1989, que diversos padres tinham sido acusados de abusar de crianças, mas nos anos seguintes ele autorizou que alguns deles fossem enviados a outras paróquias ou se aposentassem e não avisou as autoridades.

Em um dos casos, o cardeal ajudou um dos padres acusados a conseguir um empréstimo, ficando pessoalmente responsável por pagar a conta caso algo desse errado. O relatório é considerado o mais abrangente até hoje em relação ao abuso na igreja dos Estados Unidos, mas quando os promotores entraram com acusações contra dois padres, a maioria dos crimes já havia prescrito.

Na capital americana, no mês passado, Wuerl se prostrou ao chão em sinal de arrependimento em uma missa dedicada às vítimas de abusos sexuais. No fim de agosto, a diocese de Pittsburgh removeu o nome de Wuerl de uma escola local.

Aborto

O papa Francisco comparou nesta semana a interrupção voluntária da gravidez a recorrer a um “matador de aluguel”, na homilia pronunciada durante a sua tradicional audiência na Praça de São Pedro do Vaticano.

“Interromper uma gravidez é como eliminar alguém. É justo eliminar uma vida humana para resolver um problema?”, questionou o pontífice aos fiéis reunidos no Vaticano. “É justo contratar um matador de aluguel para resolver um problema?”, prosseguiu, saindo do texto que havia preparado. “Eliminar um ser humano é como contratar um matador de aluguel para resolver um problema”, insistiu.

O papa criticou em sua homilia “a perda de valor da vida humana” em consequência das guerras, da exploração do homem e da cultura da exclusão. E ele adicionou a essa lista o fim da vida no ventre materno “em nome da salvaguarda de outros direitos”. “Mas como um ato que suprime a vida inocente pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano?”, perguntou o pontífice argentino.

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