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O papa convocou bispos do mundo todo para uma reunião sobre abuso sexual na Igreja Católica

O papa tem precisado enfrentar o tema em diversos países. (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

O papa Francisco convocou nesta quarta-feira (12), importantes bispos de todo o mundo para comparecerem ao Vaticano em fevereiro para uma reunião que discutirá formas de proteger menores contra o abuso sexual.

Uma porta-voz do Vaticano disse que a reunião dos líderes das conferências nacionais de bispos católicos acontecerá entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

A convocação da reunião acontece após a revelação de escândalos de abuso sexual em diversos países, como os Estados Unidos, Chile e Austrália.

Francisco vai se encontrar nesta quinta-feira (13), com líderes da Igreja Católica americana que querem discutir as repercussões de um escândalo envolvendo o ex-cardeal de Washington D.C. Theodore McCarrick.

O cardeal Daniel DiNardo, presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), convocou o encontro após o arcebispo Carlo Maria Viganò acusar o papa no mês passado de saber há anos sobre condutas sexuais impróprias de McCarrick e não fazer nada sobre isso.

McCarrick renunciou em julho depois de ser acusado de abusar sexualmente de menores e adultos por décadas. Viganò, ex-representante diplomático da Santa Sé nos Estados Unidos, pediu em uma carta divulgada em agosto a renúncia do papa Francisco por encobrir o caso.

O Vaticano informou em comunicado que o pontífice irá se encontrar com DiNardo, o cardeal Sean Patrick O’Malley, de Boston, e duas autoridades da USCCB.

A Igreja Católica nos Estados Unidos também foi abalada pelo relatório de um grande júri que revelou que 301 padres no Estado da Pensilvânia haviam abusado sexualmente de menores durante os últimos 70 anos. Outros estados do país iniciaram investigações similares após o escândalo.

Vítimas de abusos e grupos de apoio pressionam há anos o governo americano a realizar uma investigação nacional sobre abusos dentro da Igreja Católica, assim como foi feito na Austrália. O país da Oceania criou uma comissão especial que passou quatro anos examinando acusações e casos de pedofilia em instituições religiosas e cívicas.

Os casos no país e no Chile reacenderam o debate sobre abusos sexuais na Igreja. Na nação sul-americana, 167 membros da Igreja Católica são investigados como autores ou cúmplices de abusos contra menores e adultos que se estenderam por quase seis décadas.

Perdão

O papa Francisco enumerou, em missa realizada em agosto, em Dublin, uma grande lista de “perdões” às vítimas de abusos cometidos por padres ou instituições religiosas na Irlanda, no segundo dia em que visitou o país, mas foi acusado de ter acobertado um prelado suspeito de abuso.

No avião que o levou de volta a Roma, o papa se recusou a fazer comentários quando perguntado sobre as afirmações contidas em uma carta aberta em que é acusado de ter anulado as sanções contra um cardeal e de ter ignorado as advertências internas sobre o comportamento sexual do prelado com jovens seminaristas e párocos.

“Não direi uma palavra sobre isso”, declarou aos jornalistas que o acompanharam no voo e que o consultaram sobre a carta escrita pelo ex-embaixador do Vaticano em Washington, o arcebispo Carlo Maria Vigano – no documento, o religioso pede a renúncia do papa Francisco em razão do episódio.

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