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O PIB do Brasil caiu 0,2% no primeiro trimestre: entenda por que o País não cresce e como a economia parou

Expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto ficou estável em 0,82%. (Foto: Divulgação)

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caiu 0,2% no 1º trimestre, na comparação com o último trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,714 trilhão.

Trata-se da primeira queda desde o 4º trimestre de 2016 (-0,6%). Apesar de decepcionante, o resultado veio dentro do esperado pelo mercado, confirmando a leitura de maior fraqueza da atividade econômica neste começo de ano e piora das expectativas.

Além de representar uma interrupção da trajetória de recuperação, que já vinha em ritmo lento, o PIB negativo no 1º trimestre traz novamente o risco de volta da recessão (caracterizada, tecnicamente, por dois trimestres seguidos de queda). O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

Não houve revisão do resultado do 4º trimestre de 2018 (alta de 0,1% na comparação com os 3 meses anteriores), afastando assim a chance de o país já ter entrado em uma recessão técnica como temia parte dos analistas.

De acordo com a assessoria do IBGE, o algoritmo de dessazionalização não provocou nenhuma alteração nos resultados do 4º trimestre. Alterações devido à entrada de novas informações, quando acontecem, são inseridas na revisão realizada no 3º trimestre.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,5% entre janeiro e março, pior resultado desde o 1º trimestre de 2017 (0,1%), representando uma desaceleração significativa em relação aos meses anteriores (1,1% no 4º trimestre de 2018 e 1,3% no 3º trimestre de 2018).

PIB segue no patamar de 2012

De acordo com a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, o resultado mantém a economia brasileira em patamar semelhante ao que se encontrava no 1º semestre de 2012. “Em relação ao pico, o ponto mais alto do PIB, atingido no primeiro trimestre de 2014, estamos 5,3% [abaixo]”, destacou.

Segundo ela, a perda de fôlego da economia fica mais evidente quando se analisa a taxa acumulada nos últimos quatro trimestres em relação ao mesmo período do ano anterior. Nessa base de comparação, a alta foi de 0,9% no 1º trimestre, abaixo do avanço de 1,1% no 4º trimestre de 2018 e de 1,4% no 3º trimestre de 2018.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que, para o Brasil atingir o “sonho do crescimento”, reformas estruturais, como a da previdência e a tributária, precisam ser aprovadas, e que o governo não vai buscar implementar “truques, nem mágicas”.

De acordo com ele, medidas artificiais de estímulo à economia, como uma “liberaçãozinha” de recursos, ou corte artificial dos juros, já foram implementadas no passado sem sucesso, gerando o que ele classificou como um padrão de “voo de galinha” na economia (crescimento baixo e inconsistente).

Consumo das famílias impede uma queda maior

O resultado só não foi pior porque o consumo das famílias, que representa 64,3% do PIB total, cresceu 0,3% no 1º trimestre, a 9ª alta seguida. “Se não fosse o consumo das famílias, o resultado poderia ter sido um pouco pior”, destacou Claudia Dionísio.

Embora no campo positivo, o consumo das famílias também perdeu fôlego, após avanço de 0,5% no 4º trimestre e 0,6% no 3º trimestre, pressionado por fatores como inflação mais alta, aumento do desemprego e piora da confiança dos consumidores.

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