Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019

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Brasil O PMDB decidiu expulsar do partido a senadora Kátia Abreu por ela ter feito ataques ao presidente Michel Temer e à sigla

Kátia Abreu foi ministra de Dilma Rousseff e defendeu a ex-presidenta à época do processo de impeachment. (Foto: Agência Senado)

O conselho de ética do PMDB decidiu na manhã desta quinta-feira (23), por unanimidade, expulsar a senadora Kátia Abreu (TO) dos quadros do partido.A informação foi confirmada pela própria agremiação e pelo presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá (RR), em mensagens publicadas no Twitter.

O colegiado peemedebista entendeu que a senadora desrespeitou as orientações do partido ao se posicionar contra propostas defendidas pelo governo de Michel Temer (PMDB). Kátia Abreu tem atacado a reforma da Previdência, principal meta atual do governo , e também votou contra a proposta de reforma trabalhista, que foi aprovada pelo Senado em julho e entrou em vigor no último dia 11 de novembro. A senadora ainda poderá recorrer à executiva nacional do PMDB contra a decisão do conselho de ética.

“O PMDB reforça seu respeito às mais diferentes opiniões, mas não tolerará mais desrespeito e ataques tão sórdidos como aqueles feitos em diversas oportunidades pela senadora”, justificou a legenda. Jucá complementou o posicionamento afirmando que “a medida demonstra nova fase de posicionamento do partido”.

Críticas

Kátia Abreu passou a adotar postura crítica ao governo de seu correligionário Michel Temer – tanto nas redes sociais quanto na tribuna do Senado.
Em maio deste ano, em meio à turbulência política desagrada pelas delações de executivos da JBS, a senadora usou o microfone da casa para afirmar que Temer “perdeu a governabilidade” e que Temer “deu um atestado de incompetência política” ao convocar o Exército para patrulhar as ruas em razão de manifestações realizadas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

“Temos um presidente da República que já deveria estar preparando a sua retirada de forma digna, de forma consensual, porque perdeu a governabilidade”, esbravejou, à época, Kátia.

Já em setembro deste ano, a senadora chegou a ser afastada do PMDB por 60 dias, por decisão assinada por Jucá.

O colegiado que decidiu pelo cancelamento da filiação de Kátia Abreu no PMDB é formado por Eduardo Krause (presidente do conselho de ética), por Rosemary Soares Antunes Rainha (relatora do processo), e pelos conselheiros Maria Aparecida Moura, Arlon Viana Lima, José Luís Dias Lima e Palmínio Altimari Filho.

Durante o processo de expulsão, a senadora negou qualquer descumprimento das regras do partido e declarou que a legenda não propôs punição semelhante aos filiados que foram condenados por corrupção, por exemplo.

Kátia Abreu foi ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff, uma das líderes da tropa da choque da ex-presidenta durante seu processo de impeachment e defendeu a petista com vigor. Ela votou contra o afastamento e a consequente ascensão de Temer ao poder.

A senadora recebeu sondagens de outros partidos que gostariam de filiá-la caso sua expulsão seja concretizada. O PSD e o PDT já conversaram com Kátia e estudam lançá-la ao governo de Tocantins em 2018.

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