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O primeiro-ministro italiano afirmou que Battisti será levado da Bolívia direto para a Itália, sem escala no Brasil

O ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, ao centro, confirmou a saída do italiano do país. (Foto: Reprodução/Facebook)

O premiê italiano, Giuseppe Conte, afirmou neste domingo (13) que o terrorista Cesare Battisti será levado da Bolívia direto para a Itália. A PF (Polícia Federal) e as autoridades brasileiras na Bolívia foram comunicadas da decisão. Autoridades bolivianas confirmaram a saída do comunista do país.

Em uma mensagem no Facebook, Conte disse que Battisti chegará em Roma “nas próximas horas”, em um voo direto de Santa Cruz de La Sierra, onde ele foi preso no sábado (12).

“Estamos satisfeitos com esse resultado que nosso país espera há muitos anos”, escreveu o premiê, agradecendo ao presidente Jair Bolsonaro – com quem disse ter falado – e às autoridades bolivianas.

Segundo anunciou o ministro da Justiça italiano, Alfonso Bonafede, Battisti será encaminhado para um presídio nos arredores de Roma. Sua chegada é esperada para esta segunda-feira (14).

Pela manhã, o governo Bolsonaro avaliava que Battisti, preso em Santa Cruz de La Sierra, deveria retornar ao Brasil para depois ser extraditado para o território italiano. O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, afirmou que um avião da Polícia Federal iria para a Bolívia para trazer o terrorista italiano ao Brasil.

A avaliação de que o terrorista italiano deveria vir primeiro para o Brasil era uma posição conjunta nos bastidores, inclusive da Polícia Federal. Uma reunião de emergência foi convocada pelo presidente Bolsonaro no Palácio do Alvorada para discutir a prisão. Além de Heleno, participaram os ministros Sérgio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

A assessoria do Ministério do Interior, comandado por Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga e um dos homens fortes do governo, afirmou que, até o momento, o governo de esquerda de Evo Morales “mais ajudou do que atrapalhou”.

O temor da Itália era que a Bolívia determinasse a abertura de um processo de extradição de Battisti, o que retardaria o processo. Isso, até o momento, não aconteceu. O Ministério do Interior ressaltou a boa vontade das autoridades bolivianas, cuja polícia auxiliou agentes brasileiros e italianos na prisão do terrorista.

O ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, disse em entrevista a jornalistas, que a Interpol Bolívia entregaria Battisti diretamente à Interpol Itália no aeroporto internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. Segundo ele, a Bolívia determinou a saída obrigatória do italiano do país, pois ele ingressou de maneira irregular.

Perpétua

Condenado na Itália à prisão perpétua por crimes de terrorismo ocorridos entre os anos 1970 e 80, quando o país europeu viveu os chamados “anos de chumbo” (período democrático em que o governo eleito enfrentou grupos armados de direita e esquerda), Cesare Battisti obteve refúgio no Brasil no governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.

Cesare Battisti estava foragido do Brasil desde dezembro, quando sua prisão foi determinada por ordem do ministro Luiz Fux, do STF. Naquele mês, o então presidente Michel Temer autorizou a sua extradição.

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