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O presidenciável Jair Bolsonaro não retrucou a declaração polêmica do general vice em sua chapa

O julgamento está marcado para o dia 4 de setembro, quando a propaganda eleitoral já estará sendo veiculada no rádio e na televisão. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, esquivou-se da polêmica em que se envolveu o general Hamilton Mourão, no primeiro evento público do qual participou como vice da chapa encabeçada por ele.”Eu respondo pelos meus atos, ele pelos dele”, resumiu Bolsonaro ao ser questionado sobre o discurso de Mourão. Na segunda-feira (6), em um evento na cidade gaúcha de Caxias do Sul, o general afirmou que o Brasil “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”.

O militar falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina. Bolsonaro avaliou que as declarações polêmicas não mancham sua campanha e são de responsabilidade do general.O presidenciável também comentou sobre o significado da palavra indolência. “É a capacidade de perdoar? O índio perdoa”, desconversou.

Nota

Um dia após ligar índio à “indolência” e negro à “malandragem”, o general Mourão (PRTB) reafirmou que a declaração foi feita quando ele se manifestava sobre a herança cultural do País, sem distinção de cor ou raça. “E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso País, infelizmente”, disse Mourão.

“Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem. Nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural.”, disse na ocasião.

Em nota distribuída à imprensa na terça, Mourão tentou se justificar. “O contexto que coloco é da herança cultural, tendo como base estudiosos gabaritados da nossa nacionalidade. Esse contexto trouxe heranças positivas e negativas, sem distinção de cor e raça, para todos os brasileiros”, disse.

No almoço da Câmara de Indústria e Comércio da cidade gaúcha de Caxias do Sul o general também afirmou ser favorável à democracia e voltou a dizer que “intervenção militar não é varinha mágica”, apesar de tê-la defendido no passado. Em setembro passado, Mourão chegou a falar na possibilidade de intervenção militar caso as instituições do País não resolvam a crise política, “retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos”.

O general da reserva negou que seu comentário tenha sido racista “Quiseram colocar que o Bolsonaro é racista, agora querem colocar em mim. Não sou racista, muito pelo contrário. Tenho orgulho da nossa raça brasileira”, afirmou. “O que eu fiz foi nada mais nada menos que mostrar que nós, brasileiros, somos uma amálgama de três raças, a junção do branco europeu com o indígena que habitava as Américas e os negros africanos que foram trazidos para cá.” Ele disse ter criticado também os portugueses: “Eu falei que a herança de privilégios é ibérica, do português que gosta de ter privilégios”.

 

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