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O presidente americano Donald Trump e três de seus filhos são acusados de usar a organização beneficente da família para fins privados

“O Google e outros estão suprimindo as vozes de conservadores e escondendo informações e notícias que são boas", disse Trump. (Foto: Reprodução)

A promotoria do Estado norte-americano de Nova York entrou com um processo nesta quinta-feira (14) contra a Fundação Trump e seus diretores – o presidente Donald Trump e seus filhos Eric, Ivanka e Donald Trump Jr. –, por violarem leis estaduais e federais sobre organizações sem fins lucrativos. As informações são da emissora internacional de notícias da Alemanha Deutsche Welle e da agência de notícias Reuters.

Segundo a ação, Trump e sua família utilizaram a fundação beneficente de forma ilegal para fins de benefício próprio, inclusive durante a campanha do republicano à presidência da República em 2016.

“A Fundação Trump funcionava como uma espécie de talão de cheques para pagar as despesas de Trump e de suas empresas através de organizações sem fins lucrativos”, afirmou a procuradora-geral do Estado de Nova York, Barbara Underwood.

O processo solicita o fechamento da Fundação Trump, a restituição de 2,8 milhões de dólares e a proibição ao presidente, por dez anos, e a seus três filhos, por um ano, de assumirem papéis de liderança em instituições beneficentes no estado de Nova York.

Eric, Ivanka e Trump Jr. ingressaram no conselho da fundação em 2006, embora a irmã tenha deixado o posto em 2017 para trabalhar como assessora do pai na Casa Branca.

A ação derivou de uma investigação promovida pela promotoria durante quase dois anos. Segundo Underwood, as apurações revelaram que o presidente usou ativos da fundação para pagar seus advogados, promover seus hotéis e empresas e comprar artigos pessoais.

O processo menciona ainda “uma extensa articulação política ilegal” promovida pela fundação em torno da campanha presidencial do republicano, além da prática “repetida e intencional” de transações entre empresas do mesmo grupo, a fim de beneficiar interesses pessoais, comerciais e políticos de Trump.

Entre as transações que o processo descreve como ilegais está um pagamento de 10 mil dólares à Fundação Unicorn Children, por um retrato de Trump que foi arrematado em um leilão de arrecadação de fundos em 2014. Segundo o jornal Washington Post, a obra acabaria decorando uma parede do resort Trump National Doral, em Miami.

“O senhor Trump dirigiu a fundação a seu bel-prazer, em vez de seguir a lei”, afirma o processo, apresentado no dia em que o presidente completa 72 anos. “Não é assim que fundações privadas deveriam funcionar”, completou a procuradora-geral de Nova York em comunicado.

Acordo

Donald Trump, atacou nesta quinta-feira “democratas sujos de Nova York” após a procuradoria-geral processá-lo. Trump prometeu que nunca irá entrar em acordo no caso. O presidente usou o Twitter nesta quinta-feira para culpar pela ação “discípulos” do ex-procurador-geral Eric Schneiderman, que renunciou em maio após quatro mulheres o acusarem de abusos físicos.

“Os democratas sujos de Nova York e o agora desonrado (e fugido da cidade) procurador-geral Eric Schneiderman estão fazendo tudo que podem para me processar em uma fundação que recebeu 18.800.000 dólares e deu para caridade mais dinheiro que recebeu, 19.200.000. Eu não vou aceitar um acordo”, escreveu Trump no Twitter.

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