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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, de oposição ao presidente Nicolás Maduro, foi detido e depois liberado

Juan Guaidó postou foto no Twitter informando da sua liberação. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, do partido de oposição ao presidente Nicolás Maduro, foi detido neste domingo (13) supostamente por agentes do serviço de inteligência venezuelana. A informação foi divulgada por sua esposa, Fabiana Rosales, e por parlamentares da oposição, por meio da rede social Twitter.

Ele foi liberado logo em seguida e seguiu para um evento na cidade de Vargas, onde era esperado. “Agradeço a todos pela reação imediata de apoio contra os abusos da ditadura contra meu marido @JGuaido. Eu já estou com ele. A ditadura não pode quebrar seu espírito de luta”, escreveu Fabiana.

O próprio Guaidó postou que já estava em Vargas. “O regime quis me deter, mas nada nem ninguém nos deterá. Aqui seguimos adiante por nossa Venezuela”, postou.

O carro onde estava foi interceptado em uma rodovia. Na conta oficial da Assembleia Nacional no Twitter, há um vídeo que corresponderia ao momento da detenção.

Maduro tomou posse na quinta-feira (10) para mais um mandato que irá até 2025. Ele conta com o respaldo das Forças Armadas e da Suprema Corte. Porém, sofre resistência interna da Assembleia Nacional que é comandada pela oposição. Na sexta-feira (11), em evento público em Caracas e em postagens nas redes sociais, Guaidó defendeu o estabelecimento de um governo de transição e novas eleições no país.

“A Constituição me dá legitimidade para exercer o cargo da Presidência da República, para convocar eleições, mas preciso do apoio dos cidadãos para tornar isso uma realidade”, disse o deputado a algumas centenas de pessoas que se concentraram no leste de Caracas para denunciar a “ilegitimidade” de Maduro.

“Devem ser o povo da Venezuela, as Forças Armadas, a comunidade internacional que nos levam a assumir claramente o mandato que não vamos deixar escapar, que vamos exercer”, acrescentou.

Guaidó pediu que a população se mobilize em todo o país em 23 de janeiro contra o governo de Nicolás Maduro. O oposicionista citou artigos da Constituição que lhe dariam legitimidade para desafiar o atual presidente, empossado sob protestos e forte questionamento da comunidade internacional.

Guaidó disse que a Assembleia Nacional vai seguir a Constituição venezuelana e, nesse sentido, vai assumir “os poderes do gabinete de uma Presidência da República”, ressaltando, no entanto, que um mero decreto não será suficiente para tirar Maduro do poder.

O presidente venezuelano minimizou a manifestação e a fala de Guaidó. “Para lá eles com seu show, sua brincadeira e seu escárnio, porque zombam de seu próprio povo, e aqui nós com nosso trabalho, temos muito trabalho a fazer, continuarei a cumprir minhas funções para as quais vocês me escolheram, com firmeza, com coragem “, disse Maduro a repórteres no Palácio de Miraflores, em Caracas.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luís Almagro, crítico contundente do regime de Maduro, se manifestou denunciando o “sequestro” de Guaidó. “A comunidade internacional deve deter os crimes de Maduro e seus asseclas”, escreveu.

O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência brasileira, Filipe G. Martins, escreveu no Twitter que está “monitorando a situação com toda atenção”.

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