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“A presidência da Câmara não é governo nem oposição”, disse Rodrigo Maia, candidato a mais um mandato à frente da Casa

O pagamento do auxílio referente ao fim do mandato foi antecipado por Maia em dezembro, enquanto ainda estava em campanha pela reeleição à presidência da Câmara. (Foto: Agência Brasil)

O presidente da Câmara e candidato a mais um mandato à frente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou nesta segunda-feira (14), que tem “conversado e firmado compromissos” com partidos e parlamentares da base do governo de Jair Bolsonaro, assim como opositores.

“A presidência da Câmara não é de governo nem de oposição. Quanto mais representativo o comando da Casa, mais independente e altivo o Legislativo”, escreveu o parlamentar em sua conta oficial no Twitter. “É por isso que tenho conversado e firmado compromissos tanto com partidos e parlamentares ligados ao governo quanto com aqueles que representam legitimamente a oposição”, continuou o deputado fluminense.

Conforme Maia, os grandes temas e debates que “inquietam e mobilizam” a sociedade devem ser debatidos na Câmara, da mesma maneira que temas a serem apresentados “pelos demais poderes republicanos”.

Maia recebeu apoio formal do PSL, partido do presidente Bolsonaro, na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados no começo do mês. Também declararam apoio à candidatura do deputado as seguintes siglas: Avante, Solidariedade, PSD, PR, PSDB, Podemos, PPS, PROS e PSC, além do próprio Democratas. Juntas, as siglas superam os 257 votos necessários para Maia vencer o pleito ainda no primeiro turno.

Outros nomes cotados na disputa são os deputados Fábio Ramalho (MDB-MG), Ricardo Barros (PP-PR), JHC (PSB-AL), Arthur Lira (PP-AL), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Capitão Augusto (PR-SP).

Ação parada

Quase dois anos depois de a PF (Polícia Federal) apontar a existência de indícios de que Rodrigo Maia cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) até hoje não se manifestou sobre eventual denúncia ou arquivamento do caso.

O inquérito sobre o caso foi concluído no fim do mandato do então procurador-geral da República Rodrigo Janot, em setembro de 2016. Desde que assumiu o comando da PGR, a sua substituta, Raquel Dodge, pediu algumas providências, mas até agora não apresentou acusação formal ou encerrou o caso.

A PGR afirmou à reportagem que a investigação “não ficou parada” e que “a análise dos autos revelou a necessidade de complemento de diligências apuratórias, o que foi feito diretamente pelo órgão”.

“Por uma questão de estratégia de investigação, aguardou-se a disponibilização de elementos de corroboração que apenas recentemente foram disponibilizados. O inquérito continua em análise e, tão logo haja uma decisão, as providências cabíveis serão adotadas pela PGR”, diz uma nota do órgão.

O inquérito foi aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2016 e está em sigilo. Por esse motivo, o MPF (Ministério Público Federal) alega não poder dar detalhes do caso.

Assim que Raquel se manifestar, o Supremo vai decidir o futuro de Maia e se acolherá pedido da procuradora-geral para que vire réu ou para que se arquive o caso. O relator é o ministro Edson Fachin, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na Corte. Com apoio do PSL, partido do governo de Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia tenta se reeleger para ficar mais dois anos no comando da Casa legislativa.

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