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O presidente da Venezuela disse que o presidente colombiano é um “imbecil”

Nicolás Maduro em campanha em Charallave. (Foto: Reprodução)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atacou mais uma vez o líder colombiano, Juan Manuel Santos, a quem chamou de “imbecil”, após ele advertir que não reconhecerá os resultados das eleições presidenciais de domingo (20) na Venezuela. “Por aí saiu o imbecil do Santos dizendo que não reconhecerá os resultados das eleições, é uma falta de respeito a vocês. Todos já sabem que ninguém ganhará de Maduro no domingo”, afirmou o presidente venezuelano durante um comício eleitoral em La Fria, no Estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.

Em visita a Madri, Santos disse na segunda-feira (14) que seu país não reconhecerá os resultados, pois são umas “eleições fraudadas, que já têm um resultado previsto” e antecipou que o governo Maduro “não vai durar” em razão da grave crise econômica.

“Você não nos importa m… nenhuma, Juan Manuel Santos. Vá à m…, velho Juan Manuel Santos, você e sua oligarquia”, acrescentou Maduro em um grande palco, onde caíam papéis coloridos picados e músicos tocavam o tema da campanha.

Santos também afirmou em Madri – onde se reuniu com o premiê espanhol, Mariano Rajoy – que o regime (venezuelano) não vai durar, pois “já dá pra ver que está desmoronando” em razão do colapso econômico. A Colômbia já recebeu um milhão de venezuelanos que emigraram por causa da crise.

Tradicionalmente realizadas em dezembro, as eleições foram adiantadas por decisão da Assembleia Constituinte, um órgão governista que comanda o país com poderes absolutos.

Os partidos majoritários da coalizão opositora MUD (Mesa de Unidade Democrática) decidiram boicotar a votação ao considerar que falta transparência ao processo, posição respaldada pelos EUA, a União Europeia e o Grupo de Lima (integrado por 14 países latino-americanos), que não reconhecem as eleições. A crise venezuelana se reflete em uma hiperinflação que deve chegar a 13.800% este ano, segundo o Fundo Monetário Internacional, e escassez de alimentos, remédios e todo tipo de bens básicos.

Crise migratória

Em entrevista exclusiva a France24, canal de televisão do mesmo grupo da RFI (France Médias Monde), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro falou sobre a falta de reconhecimento internacional para as próximas eleições, negou a crise humanitária e migratória em seu país e acusou seus vizinhos latino-americanos de tramar “uma campanha contra a Venezuela”.

No dia 20 de maio, cerca de 20 milhões de venezuelanos estão convocados para participar das eleições presidenciais. O evento, entretanto, tem recebido pouca atenção da comunidade internacional. Nicolás Maduro, o herdeiro de Hugo Chavez, busca sua reeleição numa disputa da qual sua principal oposição, representada pelo partido Mesa da Unidade Democrática, não participará.

Questionado sobre as declarações dos EUA e de países vizinhos de que está na hora de uma mudança de governo, Maduro afirma que “estão tentando criar uma pressão e que isso não é novidade. São ameaças inaceitáveis, a Venezuela é um país cuja democracia é impecável”.

O chefe de Estado sustentou que várias administrações (Clinton, Bush, Obama e Trump) têm demonstrado que o “objetivo da política norte-americana com relação à revolução bolivariana é descartá-la, submetê-la a pressões e buscar uma mudança de governo”.

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