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O presidente das Filipinas disse que era gay mas que foi curado

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, durante visita a Tóquio, no Japão. (Foto: Reprodução)

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse em um evento em Tóquio (Japão) que se “curou” da homossexualidade com a ajuda de “lindas mulheres”. Duterte fez os comentários durante discurso para uma multidão de filipinos.

No discurso, parte do qual foi apresentada à imprensa mais tarde, ele também pareceu tentar insultar o senador Antonio Trillanes, que é um importante crítico da repressão às drogas de seu governo, dizendo que o legislador é gay.

Em uma declaração fornecida por sua porta-voz nesta segunda-feira (3), Trillanes disse: “Ao admitir seu passado gay, começo a desconfiar da verdadeira natureza da aparente obsessão de Duterte por mim. “Também é totalmente possível que sua projeção como homem-forte seja apenas fachada”, disse Trillanes.

“De qualquer modo, os comentários de Duterte mostram como sua mente é pervertida e doentia.”

Em seus três anos como presidente, Duterte desenvolveu a reputação de fazer comentários polêmicos, muitas vezes projetando-os como piada. Ele citou frequentemente a homossexualidade como um insulto, usando-a para descrever rebeldes comunistas, padres católicos e o ex-embaixador dos Estados Unidos em seu país.

Mas Duterte também expressou outras opiniões que lhe valeram o apoio de ativistas dos direitos gays nas Filipinas. Embora no passado ele tenha se oposto à união entre pessoas do mesmo sexo, hoje ele diz que as apoia.

Ele também é crítico da poderosa Igreja Católica em seu país, dizendo que foi abusado sexualmente por um padre quando adolescente.

A homossexualidade não é proibida nas Filipinas. Os filipinos gays têm relacionamentos abertos aqui, e embora a Igreja Católica desaprove as uniões gays há uma seita cristã que oficializa casamentos homossexuais.

Alguns ativistas filipinos dos direitos gays dizem que se acostumaram com os rompantes públicos de Duterte.

“Os comentários de Duterte são escorregadios como mercúrio”, disse Danton Remoto, diretor do Ladlad, partido político LGBT das Filipinas. “Sua opinião depende da plateia.”

Mas Rhadem Camlian Morados, ativista dos direitos gays e cineasta, disse que desta vez o presidente foi longe demais.

“Sua piada gay foi muito contraproducente e difamatória”, afirmou Morados, “como se houvesse necessidade de ‘rezar para que os gays desapareçam’ e que a homossexualidade fosse uma doença que precisa ser curada”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) parou de classificar a homossexualidade como um transtorno mental há quase 30 anos.

Duterte concluiu o evento em Tóquio beijando várias mulheres da plateia sobre o palco, prática pela qual foi criticado no ano passado.