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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que evitou uma catástrofe nuclear ao se reunir com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un

O ditador norte-coreano Kim Jong-un (E) e o presidente americano Donald Trump encontraram-se em Singapura. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (13) que evitou uma catástrofe nuclear e, segundo a Coreia do Norte, aceitou um convite do ditador Kim Jong-un para visitar Pyongyang, após a reunião histórica em Singapura. “O mundo evitou uma potencial catástrofe nuclear”, escreveu Trump no Twitter. Não há mais lançamentos de foguetes, testes nucleares ou pesquisas”, completou.

A agência oficial norte-coreana KCNA afirmou que “Kim Jong-un convidou Trump a visitar Pyongyang no momento oportuno e Trump convidou Kim Jong-un a visitar os Estados Unidos”. A agência indicou ainda que o presidente dos Estados Unidos fez referência a uma “suspensão das sanções” contra o regime de Pyongyang.

O jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun publicou na primeira página as fotos do histórico aperto de mãos entre Trump e Kim. “O encontro do século abre uma nova era na história das relações entre os dois países”, afirma a manchete. “A travessia acidentada para a desnuclearização da península coreana e uma paz permanente apenas começaram”, afirmou o jornal sul-coreano Hankook. A Rússia elogiou o “início de um diálogo direto” entre Estados Unidos e Coreia do Norte, mas advertiu que a crise “não pode ser resolvida em uma hora”.

“Reality show” 

O primeiro encontro entre um presidente americano em exercício e um líder norte-coreano parecia inimaginável há alguns meses, quando os dois trocavam ameaças e insultos. Mas, apesar da grande repercussão, a reunião apresentou poucos resultados concretos sobre a questão central: a desnuclearização da Coreia do Norte.

Kim voltou a prometer uma “desnuclearização completa da península coreana”, mas esta frase está longe das exigências dos Estados Unidos, que deseja há muito tempo que a Coreia do Norte abandone o arsenal atômico não apenas de forma completa, mas também de modo “verificável” e “irreversível”.

A agência KCNA afirmou que a desnuclearização da península coreana dependerá de que Estados Unidos e Coreia do Norte “se abstenham de opor-se para poder chegar a um entendimento mútuo”. Para o jornal japonês conservador Sankei, a reunião de cúpula não passou de um programa de “reality show” e a declaração comum assinada por Trump e Kim de um documento “insubstancial”.

Fim dos exercícios com Seul 

Na primeira reação ao encontro de terça-feira (12), a KCNA afirmou que a reunião ajudaria a “alcançar uma transição radical nas relações muito hostis” entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Pyongyang tem motivos para sentir-se confiante depois da cúpula, que deu certa legitimidade internacional a um país isolado e objeto de duras sanções em consequência de seu programa nuclear.

Em uma entrevista coletiva posterior a sua reunião com Kim, Trump anunciou que Washington encerrará os exercícios militares com Seul, uma antiga exigência do regime norte-coreano, que sempre considerou estas manobras um treinamento para uma possível invasão de seu território.

O governo dos Estados Unidos mantém 30 mil soldados mobilizados de maneira permanente na Coreia do Sul para proteger o seu aliado ante a ameaça do Norte, que a invadiu em 1950 e provocou a Guerra da Coreia, que terminou em 1953 com um armistício e não um tratado de paz.

 

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