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Presidente israelense condena as declarações de Bolsonaro sobre o Holocausto

Reuven Rivlin, presidente israelense. (Foto: Amos Ben Gershom/GPO)

O presidente Jair Bolsonaro recebeu críticas ao dizer que os crimes do Holocausto são perdoáveis. O presidente israelense condenou as declarações do presidente brasileiro. Bolsonaro fez os comentários na quinta-feira à noite em uma reunião com pastores evangélicos no Rio de Janeiro, enquanto falava sobre sua visita ao memorial do Holocausto em Jerusalém no início deste mês.

“Podemos perdoar. Mas não podemos esquecer”, afirmou Bolsonaro sobre o Holocausto, acrescentando que ações eram necessárias para garantir que tais horrores não se repetissem. “Aqueles que esquecem seu passado estão condenados a não ter futuro”, acrescentou o presidente.

O presidente israelense, Reuven Rivlin e o memorial do Holocausto, Yad Vashem, de Jerusalém, criticaram o líder brasileiro de direita, que já havia sido criticado antes por suas controversas declarações sobre outros assuntos.

“Nunca vamos perdoar e nunca vamos esquecer”, disse Rivlin no Twitter. Sem mencionar o nome de Bolsonaro, ele continuou com uma mensagem claramente dirigida a ele. “Os líderes políticos são responsáveis por moldar o futuro. Historiadores descrevem o passado e pesquisam o que aconteceu. Nenhum deve entrar no território do outro”, disse ele.

O Yad Vashem, o centro de Jerusalém que serve de memorial aos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, também discordou dos comentários de Bolsonaro.

“Não concordamos com a afirmação do presidente brasileiro de que o Holocausto pode ser perdoado”, disse o centro, segundo relatos da mídia israelense.

Neste mês, Bolsonaro visitou Israel por quatro dias e visitou o Yad Vashem com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Ele gerou polêmica durante a visita, quando ecoou uma observação anterior de seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que disse que o nazismo era um movimento de esquerda. O site do museu disse que o Partido Nazista foi uma conseqüência de “grupos radicais de direita”.

Bolsonaro trabalhou para construir laços mais fortes com Israel. Ele prometeu transferir a embaixada do seu país para Jerusalém, seguindo o exemplo do presidente Trump. A medida política, embora adotada em Israel, também é popular entre os evangélicos brasileiros que o ajudaram a se eleger para o cargo.

Mas durante sua visita a Israel, Bolsonaro deixou seus seguidores evangélicos desapontados quando anunciou que o Brasil estabeleceria um escritório comercial em Jerusalém, mas deixaria a embaixada em Tel Aviv por enquanto.

Prefeito de NY chama Bolsonaro de “perigoso” e quer retirar cerimônia de Museu

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou na noite de sexta-feira (12) que está atuando para evitar que o Museu Americano de História Natural, situado em Manhattan, cancele o evento de premiação da Câmara Brasileira de Comércio nos Estados Unidos em que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, será homenageado como “pessoa do ano”. O evento está marcado para ocorrer no dia 14 de maio.

Em entrevista na sexta-feira à noite a uma rádio local, de Blasio ainda afirmou que Bolsonaro é uma figura perigosa. “Ele é um ser humano muito perigoso. Eu certamente faço um apelo ao museu para que ele não seja recebido lá”, disse à rádio WNYC. “Se estamos falando de uma instituição financiada com dinheiro público e de alguém que está fazendo algo destrutivo, fico desconfortável com a situação”, afirmou.

O prefeito novaiorquino citou como exemplo do “perigo” a intenção de Bolsonaro em “desenvolver” a floresta amazônica, o que poderia, conforme de Blasio, colocar todo o planeta em risco. De Blasio ainda afirmou que Bolsonaro pratica “homofobia” e “racismo evidente”.

Após uma onda de comentários negativos, o perfil oficial do museu afirmou na quinta-feira que estava “profundamente preocupados e que está explorando alternativas”. Na sexta-feira, contudo, um porta-voz mudou o tom. “Este é um evento privado que, de maneira nenhuma, reflete a posição do museu de que é urgente conservar a floresta Amazônica”, disse, sem deixar claro o que acontecerá com a cerimônia.

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