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O presidente Michel Temer afirmou que tentaram desgraçar a vida dele e disse não se preocupar com investigações

O presidente Michel Temer, no Palácio da Alvorada, durante encontro com jornalistas de veículos estrangeiros. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Michel Temer disse que “tentaram desgraçar” a vida dele desde que assumiu o Palácio do Planalto e afirmou não se preocupar com os processos que terá de enfrentar na Justiça após o fim do mandato. Temer deu as declarações no Palácio da Alvorada, em Brasília, após participar de um encontro com jornalistas de veículos estrangeiros.

“Quando eu cheguei à Presidência, tentaram desgraçar a minha vida. E foi uma campanha feroz , uma campanha das pessoas se dedicarem, assim, 18 horas por dia. ‘Vamos derrubar esse sujeito aí’. Não conseguiram. Nesse sentido me sinto injustiçado”, afirmou. O mandato de Temer na Presidência acaba em 31 de dezembro. Isso porque em 1º de janeiro começará o mandato do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Quando deixar o Palácio do Planalto, Temer terá de enfrentar alguns processos na Justiça. No ano passado, ele foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal) duas vezes. Na primeira denúncia, o crime atribuído a ele foi corrupção passiva; na segunda, os crimes foram organização criminosa e obstrução de Justiça.

Nos dois casos, a Câmara dos Deputados rejeitou o prosseguimento dos processos ao STF e, com isso, o os processos ficarão parados até Temer deixar a Presidência. A partir de janeiro, os casos deverão ser remetidos à primeira instância da Justiça porque o presidente perderá o direito ao foro privilegiado.

“Eles [processos] vão para o primeiro grau. É tranquilo, não tenho a menor preocupação, são coisas tão estapafúrdias que uma mente jurídica mais acurada, menos apaixonada, vai olhar aquilo e vai dizer: ‘Essas tais denúncias aí são pífias, não é’. Portanto, eu não tenho a menor preocupação com isso”, disse.

Temer também é investigado no inquérito que apura supostos repasses ilícitos da Odebrecht a políticos do MDB e no inquérito que apura se empresas pagaram propina na edição de um decreto relacionado ao setor portuário. Temer nega todas as acusações e afirma que não cometeu irregularidades.

Tentativa de ‘derrubá-lo’

Ainda na entrevista desta quinta-feira, Temer afirmou que “fizeram e aconteceram” para tentar “derrubá-lo” da Presidência da República. Na opinião dele, a tentativa não foi derrubá-lo politicamente, mas, sim, moralmente.

“Fizeram e aconteceram para tentar me derrubar. E não me derrubar politicamente, porque na política eu tenho muita estrada e não tenho problema. O que mais me chateou foi a história do plano moral”, afirmou.

Outros temas

Saiba outros temas abordados por Temer na entrevista:

Governo Bolsonaro: “Eu acho que o governo Bolsonaro vai dar certo. […] Uma coisa era o que se falava na campanha, outra coisa é aquilo que se pratica quando se quase se assume o governo. Volto a dizer, eu tenho a mais absoluta convicção de que ele vai se apoiar nas teses democráticas que regem o nosso País, tenho absoluta convicção”.

‘Fora, Temer’: “Um dia até alguém me perguntava aqui numa reunião de investidores, eu tive um almoço com investidores, eram 26, 27. E um deles me perguntou ‘O que que o senhor vai mais sentir falta quando sair?’ Eu disse: ‘Vou sentir falta do ‘Fora, Temer’ porque significava que eu estava dentro'”.

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