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O primo de Aécio Neves que é investigado no Supremo por ter carregado malas de dinheiro do empresário Joesley Batista avisou à Corte que viajará para a Itália

Aécio (foto), a irmã Andrea Neves, Mendherson Souza, ex-assessor do então senador Zezé Perrella, e Frederico Pacheco foram denunciados por suspeita de corrupção. (Foto: Agência Brasil)

Frederico Pacheco, o primo de Aécio Neves que é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por ter carregado malas de dinheiro de Joesley Batista a pedido de Aécio, avisou à Corte que viajará para Milão, na Itália, a turismo. Em documento enviado a Marco Aurélio Mello, Pacheco disse que, apesar de não estar limitado de se locomover, pode ser intimado a depor e que esta à disposição das autoridades no seu endereço em Belo Horizonte.

Pacheco anexou à petição as passagens aéreas para Milão. Ele embarca nos próximos dias. O périplo durará duas semanas. Aécio, a irmã Andrea Neves, Mendherson Souza, ex-assessor do então senador Zezé Perrella, e Frederico Pacheco foram denunciados por suspeita de corrupção passiva a partir da delação da JBS, que envolve o pagamento de R$ 2 milhões.

O caso continua no STF porque a Corte decidiu que, a despeito de só Aécio Neves ter foro privilegiado, os fatos são os mesmos – logo, o inquérito não poderia ser desmembrado.

Celular

Um ano e dez meses após apreender um celular de Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), a Polícia Federal ainda não conseguiu acessar os dados do aparelho. Em uma última tentativa, o iPhone foi enviado para os Estados Unidos na esperança de que parceiros consigam descobrir a senha capaz de desbloqueá-lo.

Andrea foi presa em maio de 2017, na Operação Patmos, acusada de pedir propina a Joesley Batista, da J&F, no valor de R$ 2 milhões, em benefício de Aécio. Na época da suposta transação, o tucano era senador e presidente nacional do PSDB. Ambos foram denunciados pela Primeira Turma do STF em abril de 2017. Atualmente, ela responde o processo em liberdade.

A irmã de Aécio não irá repassar a senha de acesso do seu celular aos investigadores. O motivo: não é obrigada a produzir provas contra ela mesma e, se a Polícia quiser acessar seus dados, terá de descobrir a senha sozinha. Procurada, a defesa de Andrea disse que não iria comentar o assunto.

A PF tenta acessar o conteúdo gravado no celular de Andrea desde o dia 18 de maio de 2017, quando apreendeu dois iPhones e um iPad na casa dela, em um condomínio de luxo em Brumadinho (MG). Dos três aparelhos, dois tiveram os dados extraídos, mas um deles segue imune às investidas. O desbloqueio poderia ajudar na continuidade de investigações sobre os repasses da JBS ao parlamentar e à irmã dele, mas as apurações avançam independentemente disso.

Em um dos relatórios abordando essa dificuldade, um delegado citou o bloqueio com “código de usuário com número de dígitos indeterminado”. E informou que os equipamentos disponíveis só conseguem desbloquear iPhones com sistema operacional somente até o iOS 7. O telefone da irmã de Aécio é posterior: iOS.3.1. O que, escreveu, “impossibilitava, à época dos exames, o acesso ao conteúdo do aparelho sem que haja o fornecimento deste código de usuário”.

 

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