Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Justiça revoga prisão domiciliar de ex-médico Roger Abdelmassih

O PT é o único grande partido a não assinar um acordo contra as fake news

O objetivo do acordo é a manutenção de um ambiente eleitoral imune de disseminação de notícias falsas. (Foto: Reprodução)

O PT é o único grande partido que ainda não assinou documento de não proliferação de notícias falsas, elaborado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) há um mês e meio, no dia 5 de junho.

O documento foi firmado pelo presidente do TSE, ministro Luiz Fux, inicialmente com dez partidos. Hoje, o acordo conta com a adesão de 29 siglas. O objetivo é a manutenção de um ambiente eleitoral imune de disseminação de notícias falsas.

Pelos termos do acordo, os partidos signatários “se comprometem a manter o ambiente de higidez informacional, de sorte a reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso no próximo pleito”.

Segundo o PT, é papel da Justiça Eleitoral o cumprimento da Constituição, sem depender de qualquer termo de compromisso. “O PT é o partido que mais se empenha no combate às notícias falsas porque desde sua fundação é alvo de mentiras na imprensa e de forma sistemática no submundo das redes sociais”, disse o secretário nacional de comunicação do PT, Carlos Henrique Árabe.

Além do acordo com os partidos políticos, Luiz Fux assinou em junho memorando com as empresas Google e Facebook, que se comprometeram a combater “a desinformação gerada por terceiros”. As eleições de 2018 acontecem no mês de outubro, em dois turnos, nos dias 7 e 28. Além de presidente e governador, eleitores votarão para deputado federal, deputado estadual, primeira vaga de senador e segunda vaga de senador.

Notícias falsas

Se redes como o Facebook têm sido fortemente cobradas, inclusive por órgãos de governo, a reforçar os mecanismos de identificação de postagens falsas, o mesmo não ocorre com o WhatsApp, que segue um território livre para os sensacionalistas que buscam, no mínimo, a admiração de seus amigos ou familiares, ainda que isso ocorra à custa da disseminação de informações falsas. Ao contrário do Facebook, o WhatsApp ainda conta com o anonimato que oferece menor risco a quem divulga notícias que se provam falsas.

O Reuters Institute Digital News Report 2018, relatório anual elaborado pelo Reuters Institute For The Study of Journalism, em parceria com a Universidade de Oxford, traz dados preocupantes sobre o comportamento dos brasileiros no ambiente digital, no que concerne à informação.

Durante todo o mês de janeiro e o início de fevereiro deste ano, o Reuters Institute For The Study of Journalism realizou uma pesquisa online com 74.000 pessoas em 37 países, incluindo o Brasil, sobre seus meios preferidos para leitura de notícias, a confiança que depositam nos ditos veículos tradicionais de informação, o apoio que dão a ações governamentais para combate às chamadas fake news, além de outras questões relevantes para a compreensão da importância da atividade jornalística hoje.

Mais da metade dos brasileiros que têm acesso à internet (52%) prefere o Facebook para se informar sobre fatos relevantes da vida nacional e do mundo. O número ainda é bastante expressivo, mas o resultado de 2018 representa uma queda de 5% em relação ao ano passado. Quando comparados os resultados das pesquisas feitas entre 2014 e 2018, é possível observar que as redes sociais estão em queda como meio preferencial de consumo de notícias.